Agronegócio e florestas na Amazônia: o que muda para o produtor rural

Um novo estudo revela que o agronegócio brasileiro, especialmente através das Reservas Legais e Áreas de Preservação Permanente (APPs), pode ser o principal motor para a expansão das florestas nas próximas décadas. O documento, que será apresentado nas COPs da ONU, defende que a produção agropecuária e a conservação ambiental não são agendas opostas, mas complementares para a sustentabilidade econômica.

Para o produtor rural, especialmente na região amazônica, a restauração de áreas privadas pouco aptas para a agricultura ou pecuária surge como uma oportunidade financeira. Além de regularizar passivos do Código Florestal, a recuperação de pastagens degradadas pode abrir portas para a geração de créditos de carbono e bioenergia

Observatório agronegócio
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

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O relatório destaca a importância dos “rios voadores”, correntes de umidade da Amazônia que garantem chuvas essenciais para a agricultura no Centro-Sul do país. Estima-se que as precipitações geradas pela Amazônia Legal tragam um benefício econômico avaliado em cerca de US$ 20 bilhões por ano para o setor agrícola.

Segundo Beto Veríssimo, cofundador do Imazon, “nossas florestas armazenam carbono, regulam chuvas, sustentam a produção agrícola, a geração de energia e o abastecimento de água”. O estudo reforça ainda o papel estratégico de povos indígenas e comunidades tradicionais, que registraram os menores índices de desmatamento entre 2012 e 2024.

O desafio agora é transformar o capital natural em ativos financeiros. Roberto Waack, presidente do Conselho do Instituto Arapyaú, afirma que “as florestas brasileiras têm potencial para se consolidar como uma classe de ativos altamente atrativa para o mercado financeiro, gerando valor por meio de carbono, água, resiliência climática, biodiversidade e segurança alimentar”.

Com informações do Portal Amazônia.

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