Um novo livro, resultado de parceria entre o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM Amazônia) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), mapeia o potencial da bioindústria na Amazônia Legal. A publicação, entregue em Brasília no início de abril, reúne dados, análises e reflexões sobre o uso sustentável da biodiversidade, com lançamento oficial previsto para maio.
O estudo identifica que o principal desafio não é criar novas iniciativas, mas sim dar condições para que as experiências existentes ganhem escala e se conectem a uma estratégia de desenvolvimento mais estruturada. A bioindústria, baseada no uso de recursos naturais como plantas e sementes, pode gerar alimentos, cosméticos, fármacos e outros produtos de valor agregado.
Para Gabriela Savian, diretora de Políticas Públicas do IPAM, “os dados e análises apresentados reforçam que a bioindustrialização precisa ser tratada como uma agenda integrada de política pública, articulando inovação, financiamento, infraestrutura e conservação.”

A publicação também destaca a importância do reconhecimento do papel das populações amazônicas na gestão dos recursos naturais e a valorização dos conhecimentos tradicionais. A ABDI ressalta que o livro apresenta um mapeamento inédito dos gargalos e potencialidades da bioindústria na região, visando promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia.
O livro enfatiza a necessidade de criar ambientes favoráveis para que as cadeias produtivas gerem renda, inclusão social e respeito aos territórios, mostrando que a bioeconomia pode ser um vetor de crescimento alinhado à conservação ambiental.
Com informações do Portal Amazônia.