A Braskem entrou com um pedido de recuperação extrajudicial nesta segunda-feira (24), com o objetivo de reestruturar um montante de dívidas estimado em R$ 56 bilhões. A medida ocorre em um momento de forte pressão financeira para a companhia, que atua no setor petroquímico.
Recentemente, o setor de varejo nacional também registrou movimentações críticas. Na última semana, duas grandes redes recorreram à recuperação judicial: a Casas Bahia, que busca reorganizar dívidas de R$ 17 bilhões, e a Marabraz, que possui um passivo de R$ 140 milhões.
Esses casos não são isolados e se somam a outras corporações de grande porte que buscaram amparo legal, seja via recuperação judicial ou extrajudicial, nos últimos anos. Entre as empresas que passaram por processos semelhantes estão a Tok&Stok, o Grupo Pão de Açúcar, o Grupo Dia e o St. Marche.
O cenário econômico atual é apontado como o principal catalisador desse fenômeno. As companhias enfrentam um ambiente desafiador, marcado por taxas de juros elevadas, uma oferta de crédito mais restrita para as empresas e a alteração nos hábitos de consumo da população brasileira.
Para analisar a situação, o podcast O Assunto trouxe a participação de especialistas do jornal Valor Econômico. A editora-assistente Stella Fontes detalhou a crise enfrentada pela Braskem e as dificuldades específicas do mercado petroquímico.
Além disso, a repórter especial Adriana Mattos aprofundou a análise sobre as estratégias que as redes de varejo estão adotando para tentar superar a crise do setor e evitar a falência.
Dados do Jornal Nacional indicam que a tendência de alta nos pedidos de recuperação judicial persiste. No segundo trimestre de 2026, o número de empresas que recorreram a esse mecanismo jurídico cresceu 20% quando comparado ao mesmo período de 2025.
A diferença entre os processos reside na forma de negociação: enquanto a recuperação judicial envolve a intervenção direta do Judiciário para validar o plano de pagamentos, a recuperação extrajudicial ocorre por meio de acordos prévios entre a empresa e seus credores, sendo posteriormente homologada pela justiça.
Com informações do G1