O café robusta, durante anos visto apenas como grão comum para a indústria, vive uma transformação em Rondônia. Através do investimento em qualidade e inovação, agricultores familiares estão mudando a história do robusta amazônico, conquistando prêmios e alcançando mercados exigentes na Coreia do Sul, China, Alemanha e Espanha.
No centro dessa mudança está a Cooperativa dos Agricultores Familiares da Amazônia (LaCoop Amazônia), fundada em 2017. A organização surgiu para resolver a dificuldade de comercializar microlotes de cafés especiais. “A dificuldade que se tinha em comercializar microlotes de café fez com que reunissem um grupo de produtores e começasse a ideia de se criar uma organização que pudesse fazer isso por eles. Daí nasceu a Lacoop”, explica o diretor-presidente Nildo Pereira

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O diferencial do produto está na combinação de manejo técnico e as características naturais da região. Segundo Nildo, o clima, a umidade e a nebulosidade da Amazônia criam um perfil sensorial único. “Os cafés especiais na Amazônia e em Rondônia surgiram justamente pelo diferencial que é produzir na região amazônica… o café de Rondônia e, em especial, o café robusto amazônico, o Matas de Rondônia, tenha características únicas”

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A cooperativa orienta a redução de agroquímicos e a adoção de práticas sustentáveis para agregar valor ao grão. O resultado é expressivo: cerca de 70% dos cafés premiados no estado são de produtores ligados à LaCoop. Além da exportação, muitos agricultores agora dominam todo o ciclo produtivo, desde a colheita até a torra e embalagem, criando marcas próprias para cafeterias de luxo em todo o Brasil

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Com informações do Portal Amazônia.