Uma conferência histórica em Santa Marta, Colômbia, reuniu 57 países responsáveis por um terço da economia mundial para discutir o abandono dos combustíveis fósseis. O encontro, que despertou forte interesse da mídia internacional, sinaliza uma mudança na agenda climática global, com foco em como, e não mais se, abandonar petróleo, gás e carvão.
O evento ganhou impulso com declarações do diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol, que afirmou que a guerra no Irã rompeu de forma irreparável os mercados de combustíveis fósseis. Ele prevê uma migração acelerada para energias renováveis devido à instabilidade no fornecimento e aos picos de preços.
A conferência não resultou em acordos formais, mas em um compartilhamento de experiências e roteiros para a transição energética. A França, por exemplo, apresentou um plano para eliminar o carvão até 2027, o petróleo até 2045 e o gás até 2050. A adesão da Califórnia à iniciativa reforça a coalizão de países comprometidos com a redução dos combustíveis fósseis, representando cerca de 30% do consumo global.
Para o Brasil, a discussão ganha relevância diante da importância da Amazônia no cenário climático e da necessidade de diversificar a matriz energética. A diplomata brasileira Ana Toni incentivou a ação em nível nacional e a escolha consciente dos consumidores. A conferência de Santa Marta pode impulsionar o debate sobre políticas climáticas mais ambiciosas no país, especialmente com a proximidade das eleições.

A próxima conferência de acompanhamento está prevista para 2027, em Tuvalu, com copatrocínio da Irlanda, sinalizando a continuidade dos esforços globais para uma transição energética justa e sustentável.
Com informações do Portal Amazônia.