Compostos da Amazônia contra Zika: como nanotecnologia pode criar cura

Uma parceria entre Inpa, Ufam, Fiocruz Amazônia e o IPCB da Itália desenvolveu uma estratégia inovadora para combater o vírus Zika. O estudo revelou que compostos naturais da Amazônia, quando combinados com nanotecnologia biodegradável, conseguem inibir a replicação do vírus e modular a resposta imune em células humanas infectadas.

A pesquisa focou no óleo essencial do Pau de Angola (Piper alatipetiolatum) e na Zerumbona, extraída do gengibre-amargo (Zingiber zerumbet). O diferencial está no nanoencapsulamento, que aumenta a eficiência da entrega do bioativo na célula. “A ideia central é aproveitar a biodiversidade amazônica e pesquisar o potencial antiviral de bioativos com atividade biológica contra esse tipo de vírus”, explica o pesquisador Gemilson Soares Pontes, do Inpa

Pesquisa do Inpa com nanotecnologia biodegradável aponta compostos da Amazônia com potencial contra Zika
Foto: Gemilson Soares Pontes/Acervo pessoal

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O projeto, chamado ‘Nanoarbo’, foi iniciado em 2022 com financiamento da Fapeam e do governo italiano. A inovação é crucial porque, atualmente, não existe um antiviral específico licenciado para o Zika, sendo o tratamento limitado apenas ao controle dos sintomas.

Diante das mudanças climáticas, que expandem a circulação de arbovírus no Brasil, a estratégia torna-se ainda mais urgente. O trabalho multidisciplinar envolveu desde a extração de compostos até análises biológicas complexas, com resultados publicados na revista Biomedicine & Pharmacotherapy

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O próximo passo dos cientistas é expandir a pesquisa para outras arboviroses que afetam severamente a saúde pública na região Norte, como a Dengue, Chikungunya e o vírus Mayaro, avançando para ensaios pré-clínicos mais robustos.

Com informações do Portal Amazônia.

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