Correios acumulam prejuízo de R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre de 2026

Prejuízo dos Correios dispara para R$ 3,1 bilhões no 1º trimestre de 2026, um aumento de 82,35% em relação ao ano anterior

Os Correios registraram um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, conforme balanço divulgado pela estatal. O resultado negativo representa um aumento de 82,35% em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o prejuízo foi de R$ 1,7 bilhão.

A informação já havia sido antecipada pelo g1 em abril, indicando que o prejuízo no primeiro trimestre de 2026 ultrapassaria os R$ 3 bilhões. Em 2025, o rombo totalizou R$ 8,5 bilhões, e a estatal prevê um resultado ainda pior para este ano.

A empresa tem implementado uma série de medidas para reverter a situação financeira e projeta alcançar um superávit apenas em 2027. O último trimestre com resultado positivo foi o primeiro trimestre de 2022, com um lucro de R$ 216,7 milhões. Desde então, os resultados trimestrais têm sido negativos: R$ 328 milhões (2023); R$ 801 milhões (2024); R$ 1,7 bilhão (2025); e R$ 3,1 bilhões (2026).

Para conter a crise, os Correios estão adotando um plano de reestruturação focado em três áreas: redução de despesas com pessoal e administração, otimização de ativos e renegociação e captação de recursos. As medidas incluem a tomada de empréstimos bilionários, um plano de demissão voluntária (PDV), a reformulação do plano de saúde dos funcionários, o fechamento de agências deficitárias, a venda de imóveis e a revisão de contratos.

O plano de demissão voluntária (PDV), parte das medidas para enfrentar a crise histórica da empresa, teve baixa adesão de funcionários. A estatal busca o reequilíbrio fiscal e a retomada das operações com resultado positivo.

Jornal Nacional/Reprodução

Com informações do G1

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