Alerta da AIE: mundo pode enfrentar a maior crise energética da história, com impactos da guerra no Oriente Médio
O mundo enfrenta o risco de vivenciar a maior crise energética de sua história, impulsionada pela instabilidade no Oriente Médio e pelas interrupções no fornecimento de combustíveis fósseis, alertou nesta quinta-feira (30) Fatih Birol, diretor da Agência Internacional de Energia (AIE).
A guerra no Oriente Médio expôs a forte dependência global de petróleo e gás, em cenário semelhante ao da invasão russa da Ucrânia em 2022. O fechamento do Estreito de Ormuz, rota crucial por onde transitam 20% do petróleo e do gás natural liquefeito mundial, elevou os preços do petróleo a patamares não vistos em quatro anos.
O barril de petróleo Brent do Mar do Norte chegou a ser cotado a US$ 126 (R$ 629), enquanto os Estados Unidos impõem bloqueio naval aos portos iranianos. O prolongado fechamento do Estreito de Ormuz pode gerar problemas de abastecimento e escassez a longo prazo, pressionando a economia global.
Em conferência da AIE em Paris, Birol enfatizou que o encarecimento dos combustíveis está “colocando muita pressão em muitos países”. “O mundo enfrenta a maior crise energética de sua história”, declarou o diretor da AIE. “Os mercados de petróleo e gás terão grandes dificuldades”, insistiu.
A crise energética reacendeu o debate sobre a transição para fontes de energia mais limpas. Murat Kurum, presidente da cúpula climática COP31, que acontecerá na Turquia no fim do ano, defendeu a aceleração da transição energética. “Agora sabemos claramente que a economia mundial precisa mudar seu modelo energético. E a etapa mais crucial consiste em acelerar a transição para as energias limpas”, afirmou Kurum.
A AIE tem alertado consistentemente sobre a necessidade de investimentos em energias renováveis e a redução da dependência de combustíveis fósseis para garantir a segurança energética e combater as mudanças climáticas.
Com informações do G1