O Acre continua figurando entre os estados com pior desempenho em democracia ambiental na Amazônia Legal. Segundo o Índice de Democracia Ambiental (IDA), divulgado pelo Instituto Centro de Vida (ICV) e pela Transparência Internacional Brasil, o estado permanece na faixa classificada como “ruim”, apesar de uma leve melhora na pontuação geral, que subiu de 26,5 para 35,5 pontos.
Um dos pontos mais críticos do levantamento é a proteção de defensores ambientais. O Acre registrou a segunda pior nota da região, ficando atrás apenas de Roraima. O estudo revela que a maioria dos estados da Amazônia Legal ainda não possui estruturas capazes de prevenir riscos ou responder adequadamente a situações de violência contra ativistas

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No ranking regional, Mato Grosso, Pará, Amazonas e Maranhão foram classificados como “regular”. Já Rondônia, Amapá, Acre e Roraima ficaram na faixa “ruim”. A pesquisa avaliou 120 indicadores, incluindo transparência, acesso à informação, participação social e acesso à Justiça para direitos socioambientais.
O relatório recomenda a aprovação do Acordo de Escazú pelo Senado e a criação de estruturas especializadas em meio ambiente e questões fundiárias no Judiciário e Ministério Público. A falta de políticas públicas de prevenção de ameaças é vista como a principal lacuna institucional da região

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No Acre, a fragilidade na proteção de lideranças ganhou destaque com a Operação Suçuarana, na Reserva Extrativista Chico Mendes, em Xapuri. O episódio evidenciou a vulnerabilidade de figuras como Raimundo Mendes de Barros, o “Raimundão”, primo de Chico Mendes, que relatou sofrer ameaças por sua atuação na defesa da floresta e de comunidades tradicionais

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Com informações do Portal Amazônia.