O Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) conquistou o 13º Prêmio da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social com o projeto Dicionários Multimídia de Línguas Indígenas. A iniciativa, coordenada pela pesquisadora Ana Vilacy Galúcio, foi selecionada entre mais de mil inscritos de todo o país por seu impacto na preservação de culturas originárias da Amazônia Legal.
Um dos destaques do projeto é a participação de Mário Purubora, da Aldeia Aperoi, em Seringueiras (RO). Atuando como pesquisador e sabedor, Mário ajudou na elaboração do dicionário de sua língua materna e já aplica a ferramenta na escola Iwara Purubora, beneficiando cerca de 20 alunos entre crianças e adultos

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Os dicionários funcionam como aplicativos bilíngues que reúnem áudio, vídeo, imagens e textos, com a vantagem de operar sem conexão com a internet. A tecnologia é adaptável às necessidades de cada etnia e já é utilizada por comunidades de oito povos indígenas da região amazônica para evitar a extinção de seus idiomas.
Durante a cerimônia em Brasília, a coordenadora Ana Vilacy enfatizou a importância do trabalho na Década Internacional das Línguas Indígenas: “Nós queremos todas as línguas vivas”. Já Mário Purubora aproveitou a visibilidade do prêmio para cobrar a responsabilidade do Estado brasileiro na demarcação de territórios indígenas.
O projeto foi validado tanto por um júri técnico quanto por votação popular, destacando-se pela metodologia de construção comunitária, onde a tecnologia é desenvolvida a partir da demanda real dos povos para garantir a sobrevivência de sua língua materna.
Com informações do Portal Amazônia.