Plantas PANCs na Amazônia: o que são e como geram renda e segurança alimentar

O Brasil abriga cerca de 10 mil espécies de Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), mas a maioria permanece invisível na mesa dos brasileiros. Para o pesquisador Valdely Kinupp, referência no tema, essa lacuna é uma oportunidade desperdiçada de fortalecer a segurança alimentar e gerar renda para comunidades locais, especialmente em regiões megadiversas como a Amazônia.

Kinupp, autor da tese que consolidou o conceito de PANC no país, defende que a diversificação alimentar reduz riscos e torna os sistemas agrícolas mais resilientes.

Plantas Comestíveis Não Convencionais – PANC. Foto: divulgação

Segundo ele, “o alimento conecta biodiversidade, cultura, economia e conservação. Quando uma planta passa a alimentar pessoas, ganha valor social e econômico e também ganha mais motivos para continuar existindo”.

A estratégia de valorizar a sociobiodiversidade é vista como fundamental para enfrentar a crise climática. Como as PANCs são nativas, já estão adaptadas a condições extremas de calor e seca, oferecendo uma vantagem competitiva para a soberania alimentar brasileira.

Valdely com uma espécie de taioba no sítio PANC. Foto: Reprodução/Arquivo IPAM
Valdely com uma espécie de taioba no sítio PANC. Foto: Reprodução/Arquivo IPAM

Para transformar a realidade, o pesquisador sugere que essas espécies integrem feiras, mercados e merendas escolares. “Se o Brasil quer ter soberania alimentar diante do caos climático, precisa voltar os olhos para essas plantas”, reforça Kinupp, destacando que conservar e usar a biodiversidade de forma sustentável são caminhos que devem caminhar juntos.

Com informações do Portal Amazônia.

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