A previsão de um Super El Niño coloca o agronegócio brasileiro em estado de alerta, especialmente em regiões sensíveis como Rondônia e a Amazônia. Com 81% de chances de o fenômeno se tornar muito forte entre outubro e dezembro, a tendência é o aumento de ondas de calor, secas severas e chuvas intensas, o que exige a aceleração da adaptação climática no campo.
Para a Coalizão Brasil Clima, Florestas e Agricultura, a solução passa pela modernização de políticas públicas. O grupo defende a expansão do crédito e a atualização do seguro rural para proteger a renda do produtor diante de quebras de safra cada vez mais frequentes.

“A previsão de um El Niño deixa de ser apenas um alerta meteorológico para se tornar um chamado urgente à modernização das nossas políticas públicas para o campo”, alerta Leila Harfuch, sócia-gerente da Agroicone. Segundo ela, a implementação célere do Código Florestal é vital para garantir a segurança hídrica e produtiva.
Entre as medidas prioritárias para mitigar os riscos estão a adoção de bioinsumos, o plantio direto e a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Essas tecnologias ajudam a recuperar a qualidade do solo e tornam a produção mais resiliente às instabilidades do clima.
Rodrigo Castro, diretor de País da Fundação Solidaridad, reforça que a conservação da vegetação nativa não é apenas ambiental, mas econômica. “Ao acelerarmos a regularização ambiental e integrarmos a conservação da vegetação nativa aos sistemas produtivos, não estamos apenas protegendo biomas, mas blindando a produtividade contra os efeitos do clima”.
Com informações do Portal Amazônia.