Facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) estão expandindo sua atuação para crimes ambientais no Amazonas, utilizando garimpo ilegal, extração de madeira, grilagem e tráfico de animais para financiar suas operações e aumentar seu poder.
O estudo ‘Cartografias da Violência na Amazônia 2025’ do Fórum Brasileiro de Segurança Pública aponta que esses grupos veem nos crimes ambientais uma fonte estratégica de financiamento, lavagem de dinheiro e domínio regional, intensificando conflitos socioambientais e colocando em risco comunidades tradicionais e povos indígenas.
Segundo a pesquisadora Ariadne Natal, o enfraquecimento da fiscalização ambiental e indígena a partir de 2018 abriu espaço para essa expansão. As facções não apenas participam diretamente da mineração e extração de madeira, mas também cobram por atividades ilegais em seus territórios.
A Polícia Federal e a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas estão atuando no combate a essas organizações, mas o desafio é grande devido à vasta extensão do território, às rotas fluviais e pistas aéreas clandestinas. A descapitalização das facções, rastreando a origem do dinheiro e responsabilizando os envolvidos, é crucial para enfrentar o problema.

O ouro ilegal extraído dos garimpos se tornou a principal moeda para financiar a compra de pasta-base de cocaína no Peru e na Colômbia, evidenciando a ligação direta entre o narcotráfico e a exploração ilegal de recursos naturais.
Com informações do Portal Amazônia.