Final da Copa e Fórmula 1 no mesmo dia: relembre as sete coincidências

Final da Copa e Fórmula 1 no mesmo dia: relembre as sete coincidências

X – @DFB_Team_EN e @Ferrari

A final de uma Copa do Mundo em 2026 terá como palco o New York New Jersey Stadium, mais conhecido como MetLife Stadium, nos Estados Unidos. O mesmo domingo também reserva, seis horas antes da final, às 10h de Brasília, o Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1.

A coincidência fará de 19 de julho de 2026 a oitava data na qual uma corrida válida pelo Mundial de Fórmula 1 e uma final de Copa do Mundo ocorrerão no mesmo dia. Desde a criação do campeonato da F1, em 1950, isso aconteceu em 1954, 1962, 1970, 1974, 1990, 1998 e 2010.

O Brasil esteve envolvido em três dessas finais. A Seleção conquistou os títulos de 1962 e 1970 no mesmo dia de corridas vencidas por Jim Clark e Jochen Rindt. Em 1998, a derrota para a França coincidiu com uma das vitórias mais controversas da carreira de Michael Schumacher.

1954: GP da França e Alemanha X Hungria

Vencedor da Copa do Mundo de 1954 e capitão honorário da Alemanha, Fritz Walter – Crédito: X

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A primeira coincidência ocorreu em 4 de julho de 1954. No Estádio Wankdorf, em Berna, a Alemanha Ocidental enfrentou a Hungria, grande favorita ao título. A seleção húngara não perdia havia quatro anos, acumulava uma série de 30 partidas de invencibilidade e já havia derrotado os alemães por 8 a 3 durante a fase de grupos.

Ferenc Puskás abriu o placar aos seis minutos, e Zoltán Czibor fez o segundo aos oito. Em apenas dois minutos, porém, a Alemanha Ocidental reagiu. Max Morlock descontou aos dez, e Helmut Rahn empatou aos 18.

Aos 39 minutos do segundo tempo, Rahn recebeu na entrada da área, cortou para o pé esquerdo e marcou o gol do título. A vitória por 3 a 2 ficou conhecida como o “Milagre de Berna” e deu à Alemanha Ocidental sua primeira Copa do Mundo.

Largada do Grande Prêmio da França de 1954 – Crédito: X

@MercedesAMGF1

Enquanto o futebol assistia a uma das maiores surpresas de sua história, a Fórmula 1 disputava o GP da França no Circuito de Reims-Gueux. Juan Manuel Fangio venceu pela Mercedes depois de 61 voltas, mas precisou lutar até os últimos metros contra o companheiro Karl Kling.

Fangio recebeu a bandeirada somente um décimo à frente do alemão para conquistar a primeira vitória da equipe alemã na Fórmula 1.

1962: GP da Bélgica e Brasil X Tchecoslováquia

Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1962 – Crédito: X

@CBF

O Brasil voltou à final da Copa em 17 de junho de 1962, quatro anos depois de conquistar seu primeiro título. A equipe de Aymoré Moreira chegou à decisão contra a Tchecoslováquia sem Pelé, que sofreu uma lesão ainda na fase de grupos. Amarildo assumiu o lugar do camisa 10.

A Tchecoslováquia abriu o placar aos 15 minutos, com Josef Masopust. A vantagem durou pouco. Amarildo empatou dois minutos depois.

O Brasil decidiu a partida no segundo tempo. Zito colocou a Seleção em vantagem aos 24 minutos. Vavá aproveitou uma falha do goleiro Viliam Schrojf e marcou o terceiro aos 33. A vitória por 3 a 1 garantiu o bicampeonato.

im Clark, Graham Hill e Phil Hill no pódio do GP da Bélgica de 1962 – Crédito: X

@F1

No mesmo dia, a Fórmula 1 correu no antigo traçado de Spa-Francorchamps. Jim Clark largou apenas na 12ª posição, mas assumiu a liderança nas primeiras voltas.

O escocês completou as 32 voltas em pouco mais de duas horas e venceu com 44,1 segundos de vantagem sobre Graham Hill. Phil Hill, então campeão mundial, terminou em terceiro. Aquele foi o primeiro triunfo de Clark na Fórmula 1.

1970: GP da Holanda e Brasil X Itália

Seleção Brasileira de 1970 – Crédito: X

@CBF

No dia 21 de junho de 1970, Brasil e Itália entraram no Estádio Azteca, na Cidade do México, com dois títulos mundiais cada. O vencedor conquistaria o tricampeonato e ficaria em definitivo com a Taça Jules Rimet.

Pelé abriu o placar aos 18 minutos. Roberto Boninsegna empatou aos 37. A Seleção dominou o segundo tempo. Gérson marcou aos 21 minutos, Jairzinho ampliou cinco minutos depois e Carlos Alberto Torres fechou o placar aos 41.

A vitória por 4 a 1 consagrou a equipe comandada por Zagallo. O Brasil venceu todas as seis partidas daquela Copa e Pelé conquistou seu terceiro título mundial.

Rindt ao volante do Lotus-Ford 72C no Grande Prêmio da Holanda de 1970 em Zandvoort

Crédito: F1

Na Holanda, Jochen Rindt venceu a quinta etapa da temporada de Fórmula 1. Rindt completou as 80 voltas em 1h50min43s410 e terminou 30 segundos à frente de Jackie Stewart. Jacky Ickx ficou com a terceira posição, uma volta atrás.

A corrida, porém, ficou marcada pela morte de Piers Courage. O britânico sofreu um acidente com seu De Tomaso na 22ª volta. O carro atingiu o guard-rail e pegou fogo. Amigo próximo de Rindt, Courage tinha 28 anos.

Menos de três meses depois, o próprio Rindt morreu durante um treino para o GP da Itália, em Monza. Mesmo sem disputar as últimas provas, manteve a liderança do campeonato e se tornou o único campeão póstumo da história da Fórmula 1.

1974: GP da França e Holanda X Alemanha Ocidental

Seleção Alemã comemora segunda Copa do Mundo – Crédito: X

@DFB_Team_EN

A Holanda chegou à final de 1974 como a grande sensação do torneio, sob o comando de Rinus Michels e com Johan Cruyff. A decisão ocorreu em 7 de julho, no Estádio Olímpico de Munique, contra a anfitriã Alemanha Ocidental.

O placar de 2 a 1 deu à Alemanha Ocidental seu segundo título mundial. Franz Beckenbauer se tornou o primeiro capitão a levantar o novo troféu da Copa do Mundo, criado após a posse da Jules Rimet pelo Brasil em 1970.

Ronnie Peterson no Grande Prêmio da França de 1974

Crédito: F1

Na Fórmula 1, Ronnie Peterson venceu o GP da França no circuito de Dijon-Prenois. O sueco completou as 80 voltas em 1h21min55s020 e terminou 20,36 segundos à frente de Niki Lauda. Clay Regazzoni colocou a outra Ferrari no terceiro lugar, seguido por Jody Scheckter e Jacky Ickx. Emerson Fittipaldi, que disputava o título daquela temporada, abandonou após 27 voltas.

Peterson conquistou naquele domingo sua segunda vitória no campeonato de 1974. O sueco ainda triunfou na Itália e encerrou o ano na quinta posição, enquanto Fittipaldi conquistou seu segundo título mundial.

1990: GP da Alemanha e Alemanha Ocidental X Argentina

Lothar Matthäu e Diego Maradona antes da final de 1990 da Copa do Mundo – Crédito: X

@DFB_Team_EN

Alemanha Ocidental e Argentina repetiram em 1990 a final disputada quatro anos antes. Em 1986, os argentinos venceram por 3 a 2. No Estádio Olímpico de Roma, os alemães buscaram a revanche.

Aos 40 do segundo tempo, o árbitro Edgardo Codesal marcou pênalti após a queda de Rudi Völler dentro da área. Andreas Brehme cobrou no canto e superou Sergio Goycochea. A vitória por 1 a 0 deu à Alemanha Ocidental seu terceiro título. Franz Beckenbauer se tornou o segundo homem a conquistar a Copa como jogador e treinador, depois de Zagallo.

Pódio do Grande Prêmio da França de 1990

Crédito: Ferrari

Horas antes, Alain Prost venceu o Grande Prêmio da França, no Circuito de Le Castellet. O sétimo GP da temporada de 1990 também marcou a centésima vitória da Ferrari na Fórmula 1.

O francês venceu depois de 80 voltas e terminou 8 segundos à frente de Ivan Capelli. Ayrton Senna completou o pódio com a McLaren, enquanto Nelson Piquet terminou em quarto pela Benetton.

1998: GP da Inglaterra e Brasil X França

França conquistou sua primeira Copa do Mundo em 1998 – Crédito: X

@equipedefrance

Na final de 12 de julho de 1998, no Stade de France, a seleção anfitriã controlou a partida. Zinedine Zidane marcou dois gols de cabeça após cobranças de escanteio, aos 27 e aos 46 minutos do primeiro tempo. Emmanuel Petit fez o terceiro nos acréscimos da etapa final.

Mika Häkkinen, Michael Schumacher e Eddie Irvine no GP da Inglaterra de 1998

Crédito: Ferrari

Em Silverstone, Michael Schumacher conquistou uma das vitórias mais confusas e controversas da história da Fórmula 1. A corrida começou sob pista molhada, e Mika Häkkinen chegou a construir uma vantagem próxima de 50 segundos.

O finlandês perdeu parte da vantagem após uma saída de pista. A entrada do safety car aproximou o pelotão, e Schumacher assumiu a liderança depois de novo erro de Häkkinen.

A direção de prova puniu o alemão por uma ultrapassagem sobre Alexander Wurz sob safety car. A comunicação da penalidade causou dúvidas sobre o tipo de sanção e chegou à Ferrari perto do fim da corrida.

Schumacher entrou nos boxes na última volta para cumprir o stop-and-go. Como a linha de chegada ficava antes da garagem da Ferrari, ele recebeu a bandeirada ainda na via dos boxes, antes de parar diante dos mecânicos.

A McLaren protestou, mas o resultado permaneceu. Schumacher venceu com 22,465 segundos de vantagem sobre Häkkinen. Eddie Irvine completou o pódio com a outra Ferrari.

2010: GP da Inglaterra e Holanda X Espanha

Seleção da Espanha na Copa do Mundo de 2010 – Crédito: X

@SEFutbol

A última coincidência antes de 2026 ocorreu em 11 de julho de 2010. Holanda e Espanha buscavam o primeiro título mundial de suas histórias no Soccer City, em Johannesburgo.

O árbitro Howard Webb distribuiu 14 cartões amarelos, recorde em uma decisão de Copa. John Heitinga recebeu o segundo amarelo durante a prorrogação e deixou a Holanda com dez jogadores.

Quando a disputa por pênaltis parecia próxima, Cesc Fàbregas encontrou Andrés Iniesta dentro da área. O meio-campista finalizou aos 116 minutos e marcou o único gol da partida.

Webber comemora vitória no GP da Inglaterra de 2010 – Crédito: X

@redbullracing

Naquele mesmo domingo, Mark Webber transformou uma polêmica da Red Bull para vencer o GP da Grã-Bretanha.

A equipe tinha apenas uma unidade de uma nova asa dianteira. A Red Bull retirou o componente do carro de Webber e o instalou no carro do alemão, que liderava a preferência da equipe. Vettel largou na pole, mas Webber assumiu a liderança na primeira curva.

O alemão perdeu posições após um toque e um pneu furado. Na frente, o australiano resistiu à pressão de Lewis Hamilton. Webber venceu com 1,36 segundo de vantagem sobre o britânico. Nico Rosberg terminou em terceiro, Jenson Button ficou em quarto e Rubens Barrichello completou a prova na quinta colocação.

Após receber a bandeirada, Webber resumiu a resposta à decisão da equipe pelo rádio: “Nada mal para um segundo piloto”.

Fonte: Band F1

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