A marca de sorvetes Häagen-Dazs comunicou recentemente que encerrará suas atividades no Brasil, após completar 29 anos de operação no mercado nacional. Reconhecida por atuar no segmento de sorvetes premium, a empresa é frequentemente vinculada a nações europeias, principalmente devido à sonoridade de seu nome, que sugere uma procedência alemã ou dinamarquesa. No entanto, apesar dessa imagem europeia, a Häagen-Dazs é, na realidade, uma empresa americana.
A detentora da marca é a General Mills, que figura como uma das maiores companhias globais do setor de alimentos e controla outras marcas conhecidas, como Nature Valley, Cheerios e Betty Crocker. A corporação também era a proprietária das marcas Kitano e Yoki, porém ambas foram transferidas para o grupo 3corações em março deste ano, em uma transação financeira avaliada em R$ 800,00 milhões.
Sobre o significado de Häagen-Dazs, embora a nomenclatura remeta à Europa, o termo não possui tradução ou significado em dinamarquês, alemão ou qualquer outra língua. O nome foi concebido nos Estados Unidos com a finalidade de transmitir conceitos de sofisticação, qualidade e tradição, em um período onde o mercado de sorvetes era dominado por produtos de perfil popular.
A escolha da sonoridade e a combinação de letras foram planejadas estrategicamente para que o consumidor associasse o produto à Europa e à ideia de um sorvete premium e artesanal. A tática de marketing mostrou-se eficaz ao longo das décadas. Para aqueles que desejam adquirir o produto antes que ele seja retirado das prateleiras, o investimento não será inferior a R$ 50,00.
A decisão de retirar a Häagen-Dazs do Brasil, onde operava desde 1997, está fundamentada na estratégia de reorganização do portfólio de produtos da General Mills. De acordo com a empresa, o novo planejamento estratégico prioriza categorias específicas, como alimentos para pets, snacks, comida mexicana e sorvetes premium em outros mercados.
Ao comunicar a reestruturação, a companhia ressaltou que tal operação visa aprimorar as margens de lucro e permitir que a empresa concentre seus esforços e recursos em negócios considerados mais estratégicos para o seu crescimento global.
Com informações do G1