Lagos Água Preta e Bolonha em Belém: o que muda para quem usa a água

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) realizaram um estudo inédito nos reservatórios Água Preta e Bolonha, localizados no Parque Estadual do Utinga, em Belém. A pesquisa, conduzida pelo Laboratório de Pesquisa em Monitoramento Ambiental Marinho (LAPMAR), analisou aspectos bióticos e socioeconômicos para diagnosticar a saúde desses corpos d’água, que são vitais para a região

Estudo alerta para impactos ambientais nos lagos Água Preta e Bolonha e reforça necessidade de monitoramento
Foto: Reprodução/Acervo do projeto

.

Os resultados são preocupantes para a população: os lagos, que abastecem cerca de 70% da Região Metropolitana de Belém (RMB), sofrem com o crescimento urbano desordenado e a falta de saneamento básico. Segundo o coordenador do projeto, Marcelo Rollnic, “foi identificada uma degradação da qualidade hídrica nas porções norte dos dois lagos, associada ao lançamento de esgotos sem tratamento”.

A análise detalhada mostrou que o lago Bolonha apresenta sinais mais graves de degradação ecológica e eutrofização, enquanto o Água Preta ainda mantém maior resiliência. Foram detectados metais como alumínio e bário em peixes e plantas, além de resíduos de combustão veicular, evidenciando a pressão das atividades humanas sobre o ecossistema

Foto: Reprodução/Acervo do projeto

.

Para reverter o cenário, o estudo recomenda a intensificação da fiscalização contra ligações clandestinas de esgoto e a implementação de educação ambiental com as comunidades do entorno. A professora Sury Monteiro destaca que o diferencial da pesquisa foi a coleta mensal, permitindo um “entendimento mais robusto da realidade dos lagos em seus diferentes aspectos”.

O diagnóstico final reforça a urgência de um monitoramento contínuo da fauna e da qualidade da água por pelo menos cinco anos. O objetivo é garantir que esses recursos essenciais para a biodiversidade e para a qualidade de vida dos moradores de Belém não sejam permanentemente comprometidos.

Com informações do Portal Amazônia.

Deixe um comentário