Uma nova linha de pesquisa do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) busca criar uma planta resistente à praga vassoura-de-bruxa da mandioca, permitindo que a cultura conviva com o fungo sem gerar infecções nas lavouras. O estudo ocorre na plantação do produtor Douglas Dutra, em Itaubal, com resultados positivos: as plantas cresceram saudáveis mesmo a 300 metros de áreas contaminadas.
Segundo o pesquisador, notou-se que plantações afetadas tornaram-se tolerantes durante a rebrota. “Algumas roças, recentemente abandonadas pela vassoura-de-bruxa, apresentaram rebrota compensatória. A própria planta dá como se tivesse um reset, faz uma reorganização fisiológica, dá um start fisiológico e rebrota, lança novos ramos altamente vigorosos. Possivelmente esses ramos podem ser tolerantes à doença”

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A estratégia de indução de resistência do Iepa envolve o manejo do solo, biosfera, rizosfera, microbiota e compostos biológicos. O Dr. Marcelo Carim explica que a nutrição adequada é fundamental para combater a doença. Os testes focam na variedade jurará, escolhida por sua alta aceitação comercial e facilidade de industrialização, conforme relatado por Douglas: “Ela tem uma boa aceitação comercial. A jurará dá um melhor rendimento de mandioca”

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Apesar do avanço técnico, o produtor Douglas Dutra relatou dificuldades na comercialização da colheita de 25 toneladas realizada em maio. Para evitar prejuízos financeiros devido a atrasos em pagamentos, ele optou por reduzir a área de plantio, facilitando a escolha de clientes e a gestão do negócio.
Atualmente, a pesquisa entra em nova fase com o uso de pacotes biológicos, como a bactéria PF55, para elevar a produtividade. O Dr. Marcelo Carim afirma que esses produtos são eficientes na absorção de nutrientes e no fortalecimento do sistema radicular da planta.
A praga vassoura-de-bruxa já foi confirmada em 15 dos 16 municípios do Amapá, segundo a Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Amapá (Diagro). O fungo, registrado no Brasil em agosto de 2024, reduz a produtividade e compromete a qualidade da mandioca consumida e vendida na região

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Com informações do Portal Amazônia.