O reaproveitamento de recursos da biodiversidade da Amazônia tornou-se a base da moda autoral do coletivo Modamazon, no Amapá. O projeto, criado em 2018, une estilistas, designers e artesãos para transformar sementes da mata e caroços de açaí em acessórios e roupas que valorizam a identidade regional e a economia criativa

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Para o estilista Driko Peixoto, criador do coletivo, a moda é uma ferramenta de valorização cultural. “Nossa moda é quase 100% artesanal, já que o Estado não é industrializado. Boa parte dos processos é manual, incorporando sementes e fibras”, explica Peixoto, destacando que a exclusividade de cada peça única compensa os custos de produção mais elevados.
Apesar dos desafios logísticos e do custo de matéria-prima, que pode tornar o produto final 50% mais caro que no Sul e Sudeste, as criações amapaenses já conquistam espaço em eventos de referência, como a Brasil Eco Fashion Week. O apoio do Sebrae tem sido fundamental para a formalização dos cerca de 3.400 profissionais de moda autoral cadastrados no estado

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Em sua 10ª edição, o Modamazon reafirmou seu papel como movimento de resistência e inclusão. O evento atraiu mais de 400 modelos, promovendo a diversidade na passarela com a participação de pessoas negras, PCDs e idosos de até 75 anos, consolidando a região como um polo de expressão autêntica e potência criativa.
Com informações do Portal Amazônia.