O Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, possui a terceira maior coleção de mamíferos da América do Sul, com 46.903 espécimes catalogados. O acervo, referência para estudos da fauna amazônica, fica atrás apenas do Museu Nacional/UFRJ e do Museu de História Natural da Universidade Nacional de San Marcos (Peru).
A coleção goeldiana se destaca pela antiguidade e pelos esforços contínuos de coleta, iniciados em 1866. É a segunda maior do Brasil e a quarta da América Latina, abrigando espécimes raros e importantes para a pesquisa científica.

A pesquisa, publicada no Biological Journal of the Linnean Society, aponta desafios comuns aos museus da região, como a falta de recursos e a necessidade de digitalização. No entanto, o Museu Goeldi se diferencia por ter todos os seus dados digitalizados e disponíveis no SiBBr.
A coleção é crucial para a conservação de espécies ameaçadas, como a onça-pintada e o peixe-boi, e para o estudo de zoonoses – doenças transmitidas entre animais e humanos. O Museu Goeldi promove a conscientização sobre a importância da biodiversidade através de iniciativas como o ‘Museu de Portas Abertas’.
Pesquisadores destacam a necessidade de preservar os espécimes-testemunho utilizados em estudos de patógenos, garantindo a identificação precisa das espécies envolvidas. Cartilhas informativas sobre as coleções do museu estão disponíveis online.
Com informações do Portal Amazônia.