Mudanças no FGC buscam evitar que bancos usem a garantia como isca para clientes, após crise com o Banco Master
As novas regras que restringem o uso da proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) como estratégia para atrair investidores começaram a valer nesta segunda-feira (1º). A medida visa aumentar a segurança do sistema financeiro.
A decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) foi tomada em abril, em resposta à crise do Banco Master. A instituição financeira cresceu rapidamente ao oferecer taxas de rendimento elevadas, destacando a cobertura do FGC como um atrativo. O FGC protege investidores em caso de quebra de instituições financeiras, garantindo até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ, por instituição.
Com as novas regras, os bancos precisarão monitorar um indicador chamado “ativo de referência”. Esse indicador avalia a qualidade e a diversidade dos investimentos da instituição, funcionando como um termômetro de sua saúde financeira. Bancos que captarem muito dinheiro com a garantia do FGC e tiverem pouca aplicação em ativos seguros serão obrigados a investir parte dos recursos em títulos públicos federais, considerados mais seguros.
O Banco Central também aprimorou a forma de medir a capacidade dos bancos de absorverem prejuízos, considerando diferentes tipos de capital para cobrir perdas em momentos de crise. Segundo o BC, a medida “aumenta a capacidade das instituições de enfrentar riscos e busca reforçar a segurança do sistema financeiro”.
A partir de novembro de 2026, os bancos associados ao FGC receberão informações mais detalhadas sobre os investidores que possuem aplicações cobertas pelo fundo. Isso permitirá uma visão mais clara sobre os recursos cobertos pelo FGC e o risco real que o fundo enfrenta. Em nota, o Banco Central afirmou que as mudanças “melhoram a qualidade das informações disponíveis e reforçam a capacidade das instituições financeiras de lidar com riscos, fortalecendo a solidez e a transparência do Sistema Financeiro Nacional”.
Com informações do G1