O WWF-Brasil manifestou-se sobre a pavimentação da BR-319, reconhecendo que a rodovia possui uma relevância social crucial para a Amazônia. Em melhores condições de circulação, a estrada pode ampliar o acesso de populações locais a serviços públicos, políticas públicas, escoamento da produção e a presença do Estado na região

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No entanto, a organização alerta que o licenciamento ambiental deve ser conduzido com “absoluto rigor técnico e jurídico”. A preocupação central é evitar que a obra se torne um vetor de destruição, provocando grilagem de terras, desmatamento, roubo de madeira e garimpo ilegal, problemas que historicamente acompanham a abertura de estradas na região.
Um ponto crítico destacado é a necessidade de consultas livres e prévias a povos indígenas, quilombolas e ribeirinhos, conforme a Convenção 169 da OIT, o que ainda não ocorreu. O WWF defende que o avanço das obras seja condicionado à criação de unidades de conservação e mecanismos permanentes de governança territorial

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Para garantir a fiscalização, a entidade sugere a instalação de portais de monitoramento com a presença da Polícia Rodoviária Federal, Ibama, ICMBio e Funai. Além disso, cobra medidas para a proteção da fauna silvestre, como passagens de animais e cercamentos, para evitar o aumento de atropelamentos de espécies ameaçadas.
Por fim, o WWF-Brasil alerta que as lições da BR-163 devem orientar o planejamento da BR-319. A organização ressalta que, naquela experiência, muitas medidas de proteção não saíram do papel, comprometendo os resultados, e afirma categoricamente: “não podemos permitir que os mesmos erros se repitam”.
Com informações do Portal Amazônia.