Oropouche em Manaus: surto cresce e preocupa; saiba como se proteger

Manaus (AM) é o novo epicentro do vírus Oropouche, com um aumento significativo de casos que preocupa as autoridades de saúde. Estudos recentes indicam que a incidência real de infecções pode ser até 200 vezes maior do que o número de casos confirmados, totalizando mais de 9,4 milhões de pessoas infectadas na América Latina e no Caribe desde 1960.

A capital amazonense registrou grandes surtos em 1980/81 e, mais recentemente, em 2023/24, sempre durante a estação chuvosa, afetando mais de 12% da população. Entre o fim de 2023 e meados de 2024, a proporção de pessoas com anticorpos contra o Oropouche mais que dobrou, saltando de 11,4% para 25,7%.

A transmissão do vírus ocorre através dos maruins (Culicoides paraensis), também conhecidos como mosquitos-pólvora. Os sintomas são semelhantes aos da dengue, mas a febre do Oropouche pode evoluir para quadros graves, com complicações neurológicas, materno-fetais e até risco de morte, conforme apontam estudos da FM-USP e da Nature Medicine.

A dificuldade de diagnóstico em regiões remotas da Amazônia, devido ao acesso limitado aos serviços de saúde, contribui para subnotificação dos casos. É crucial que a população esteja atenta aos sintomas e procure atendimento médico adequado para evitar complicações.

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Com informações do Portal Amazônia.

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