A Amazônia é considerada uma verdadeira “farmácia viva”, com centenas de espécies vegetais que auxiliam na promoção da saúde. Em Rondônia, plantas como copaíba, andiroba, unha-de-gato e jambu são amplamente utilizadas e estudadas por seus compostos naturais. Segundo a professora da Universidade Federal de Rondônia (Unir), Osvanda Silva de Moura, essas plantas possuem princípios ativos que podem ter efeitos analgésicos, anti-inflamatórios e calmantes

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Entre as espécies mais potentes, a copaíba é apelidada de ‘antibiótico da mata’ por suas propriedades cicatrizantes e antimicrobianas. Já a andiroba é indicada para dores musculares e reumatismo, mas a especialista faz um alerta crucial: “Não devemos ingerir o óleo da andiroba, porque pode causar prejuízos ao estômago e ao fígado”. Outras plantas comuns nos quintais rondonienses, como o capim-santo e o mastruz, também possuem aplicações terapêuticas comprovadas

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Apesar dos benefícios, o uso de fitoterápicos exige cautela. A professora ressalta que “o fato de a planta ser natural não significa que ela pode ser utilizada de qualquer forma ou todos os dias”, alertando que substâncias naturais podem interferir na eficácia de medicamentos sintéticos. Grupos como gestantes, lactantes e pacientes com diabetes ou hipertensão devem ter atenção redobrada e sempre informar seus médicos sobre o uso de chás e extratos.
Um erro comum apontado pela pesquisadora é a forma de preparo. Para folhas e flores, o correto é a infusão (despejar água fervente sobre a planta), enquanto raízes e cascas exigem a decocção (ferver a planta junto com a água). “Um erro frequente é colocar folhas para ferver diretamente na água. Acaba virando apenas um chá sem a função esperada”, explica a docente

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Para garantir a eficácia, a coleta deve ser feita em locais não contaminados e o armazenamento deve ocorrer em potes de vidro escuro, longe da luz. Além disso, o uso de plantas medicinais é incentivado pelo SUS desde 2006, através de políticas públicas que buscam integrar a medicina tradicional ao sistema de saúde oficial de forma segura e orientada.
Com informações do Portal Amazônia.