Reconhecido como o “arquiteto da floresta”, Severiano Mário Vieira de Magalhães Porto (1930–2020) deixou marcas profundas no cotidiano de quem frequenta o Campus Sede da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Entre as décadas de 1970 e 1980, ele foi o responsável pelo plano diretor e projeto original da universidade, integrando as construções à maior área de floresta urbana do país.
O legado do profissional abrange obras emblemáticas em Manaus, como a sede da Suframa, o antigo Estádio Vivaldão e o edifício do Banco da Amazônia (Basa). Este último, localizado no Centro, sofreu um incêndio grave em setembro, o que reforçou a urgência de preservar a memória técnica de suas criações

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Para evitar a perda definitiva desse patrimônio, o Núcleo Arquitetura Moderna na Amazônia (Nama), da Ufam, trabalha desde 2016 na criação de um acervo digital. Em parceria com a UFRJ, a iniciativa unifica o catalogamento das obras para que pesquisadores tenham acesso remoto aos projetos, sem a necessidade de deslocamentos físicos entre Manaus e o Rio de Janeiro.
O trabalho de preservação rendeu reconhecimento global. Severiano Porto tornou-se o primeiro arquiteto brasileiro a receber o Global Award for Sustainable Architecture, prêmio chancelado pela Unesco e pela União Internacional de Arquitetos, após a exposição de seus trabalhos em Paris, em 2019
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Natural de Minas Gerais e graduado no Rio de Janeiro, Porto fixou residência em Manaus em 1966. Sua filosofia arquitetônica baseava-se na harmonia entre a topografia, a ventilação natural e a sociobiodiversidade regional, inspirando-se inclusive nas palafitas das construções ribeirinhas para minimizar o impacto ambiental.
Com informações do Portal Amazônia.