Uma técnica ancestral de reflorestamento, conhecida como “muvuca de sementes”, está transformando áreas degradadas no Amazonas, gerando renda e recuperando a floresta. A iniciativa, resultado de uma parceria entre o Comitê Olímpico do Brasil (COB) e o Instituto Mamirauá, tem se mostrado mais eficiente que o plantio convencional de mudas.
O projeto, que integra ações de restauração ambiental junto a populações tradicionais na Floresta Nacional de Tefé (Flona), a cerca de 30 quilômetros de Tefé, prevê a restauração de 6,3 hectares até 2030. A técnica consiste na mistura de diversas espécies de sementes, lançadas diretamente no solo para promover a regeneração da floresta.

Comunitários da região já colhem os frutos da iniciativa, aprendendo a técnica e replicando-a em outras áreas. “Me sinto honrado em participar diretamente desse projeto. A gente aprende a trabalhar de uma forma diferente com a natureza, sem precisar destruir para tirar o sustento”, afirma Silas Rodrigues, morador envolvido.
A “muvuca de sementes” é uma prática com raízes em conhecimentos tradicionais indígenas, que utilizavam o método para garantir a subsistência. A técnica reduz custos, simplifica a logística e exige menos mão de obra, resultando em uma recuperação mais eficiente e florestas mais resilientes.

Além da restauração ambiental, a iniciativa promove a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável, com a expectativa de que as áreas restauradas gerem alimentos e oportunidades de renda para a comunidade. A aplicação da técnica envolve a preparação do solo, a distribuição da mistura de sementes nativas e o manejo adequado para garantir a germinação e o crescimento das plantas.

Com informações do Portal Amazônia.