Selo fiscal para água mineral no Amazonas: o que muda para a indústria e o consumidor

A Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM) está articulando a implantação do Selo Fiscal de Controle e Procedência para as indústrias de água mineral, natural e potável de mesa no Amazonas. O sistema de rastreabilidade, discutido em reunião com a Aleam e entidades do setor, visa integrar funções sanitárias, ambientais e fiscais para monitorar cada embalagem desde o envase até o consumidor final.

Para o presidente da FIEAM, Antonio Silva, a medida é fundamental para garantir a isonomia no mercado local. “Precisamos dar uma resposta definitiva, porque a concorrência precisa acontecer em igualdade de condições”, afirmou o dirigente, destacando que o selo combate a informalidade e protege as empresas que cumprem todas as obrigações legais

FIEAM articula implantação de selo fiscal para indústrias de água mineral no Amazonas
FIEAM articula implantação de selo fiscal para indústrias de água mineral no Amazonas. Foto: Divulgação

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O modelo, que já opera em estados como São Paulo e Ceará, utiliza a tecnologia DataMatrix impressa nas embalagens. Segundo Carlos Lancia, presidente da Abinam e do Sindinam, o foco principal não é a arrecadação: “Ele é, primeiro, sanitário; depois ambiental; e, por último, fiscal. Ele protege o consumidor, fortalece o controle ambiental e promove uma competição mais justa entre as empresas”.

Do ponto de vista financeiro, a proposta apresenta baixo impacto, com custo estimado em R$ 0,03 por unidade produzida e sem necessidade de investimento direto do Estado ou das indústrias nos equipamentos. O advogado Rafael Oliveira reforça que a medida reduz a assimetria competitiva, beneficiando quem assume os custos da regularidade

FIEAM articula implantação de selo fiscal para indústrias de água mineral no Amazonas. Foto: Divulgação

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A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz-AM) e a Assembleia Legislativa do Amazonas já manifestaram receptividade técnica à proposta. O próximo passo envolve a análise de impactos e a adequação às regras do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) para garantir a segurança jurídica da implementação nos próximos meses.

Com informações do Portal Amazônia.

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