Trabalhadores sentem mais segurança no emprego, aponta pesquisa da FGV

A sensação de segurança dos trabalhadores brasileiros em relação aos seus postos de trabalho atingiu o nível mais alto desde que a série histórica começou a ser monitorada, em junho de 2025. Os dados são da 14ª edição dos Indicadores de Qualidade do Trabalho, parte da Sondagem de Mercado de Trabalho realizada pelo FGV IBRE.

De acordo com o levantamento, no trimestre encerrado em julho de 2026, 59,3% dos entrevistados afirmaram que é improvável ou muito improvável perderem seu principal emprego ou fonte de renda nos próximos seis meses. Esse número representa um crescimento de 4,9% na confiança do trabalhador em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No sentido oposto, a parcela da população que teme a perda do emprego recuou 4,3% na comparação anual, atingindo 12,1%. Os demais respondentes não souberam opinar sobre a estabilidade de suas ocupações.

Para Rodolpho Tobler, superintendente adjunto do FGV IBRE, esses números confirmam que o mercado de trabalho segue aquecido. “A grande maioria dos respondentes da pesquisa continua indicando não ter medo do desemprego nos próximos seis meses”, afirma o economista.

Tobler analisa que, mesmo diante de uma possível desaceleração da economia, o desemprego permanece em patamares historicamente baixos e a quantidade de pessoas ocupadas continua em ascensão. Com isso, a expectativa é que o cenário positivo se mantenha nos próximos meses, embora possa ocorrer em um ritmo menos intenso durante o segundo semestre.

O especialista faz, porém, uma ressalva técnica: como a série de dados ainda é curta e não possui ajuste para efeitos sazonais — que são aquelas variações naturais que ocorrem em épocas específicas do ano —, as comparações entre meses muito próximos devem ser feitas com cautela.

Paralelamente, dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada pelo IBGE, mostram que a taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no segundo trimestre de 2026. O índice é menor do que os 6,1% registrados no primeiro trimestre de 2026 e os 5,8% do segundo trimestre de 2025.

A melhora foi generalizada em diversas regiões, com a queda do desemprego registrada em 13 estados brasileiros. No entanto, o cenário regional apresenta contrastes, como no caso do Amapá, que registrou a maior taxa de desemprego do país no primeiro trimestre de 2026.

Com informações do G1

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