Um novo estudo defende a inclusão da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) no planejamento de transportes da Amazônia, alertando para a falta de análise dos impactos socioambientais da expansão dos corredores logísticos na região. A pesquisa, desenvolvida pela USP e ISA, destaca a necessidade de considerar os riscos e impactos de forma preventiva, especialmente no contexto do Plano Nacional de Logística 2050.
O foco principal do estudo são os corredores logísticos do Arco Norte, com ênfase nas hidrovias dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins. Dados da ANTAQ mostram que os portos dessa região já movimentam a maior parte da soja e do milho exportados pelo Brasil, com um crescimento de quase 10 vezes em 15 anos.

A expansão desses corredores traz ganhos logísticos, mas seus efeitos cumulativos e territoriais têm sido negligenciados, contribuindo para a persistência de conflitos sociais e territoriais na Amazônia. A AAE surge como uma ferramenta para avaliar se o fomento a esses corredores é a melhor opção de política pública, considerando as realidades locais.
Para implementar a AAE, o estudo propõe etapas como a definição de objetivos estratégicos, consulta pública, identificação de questões relevantes e monitoramento contínuo por meio de indicadores sociais e ambientais. A iniciativa busca uma atuação mais sistemática e proativa, orientando o planejamento da infraestrutura com base em limites ecológicos e valores socioculturais.
Com informações do Portal Amazônia.