Trump defende acordo com Irã para evitar ‘catástrofe econômica’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta quarta-feira (17) o acordo firmado entre Washington e o Irã. Durante seu discurso de encerramento na cúpula do G7, realizada na França, o líder americano afirmou que a medida é essencial para evitar instabilidades financeiras globais.

“Então, a única coisa que eu não queria ver era uma catástrofe econômica. Se tivéssemos continuado com isso, poderia ter acontecido”, declarou Trump a repórteres, referindo-se aos riscos de manter o estado de conflito.

Um dos pontos centrais da discussão é a compensação financeira ao governo iraniano. Trump afirmou que o Irã poderá ter acesso a um fundo de US$ 300 bilhões, mas ressaltou que isso só ocorrerá se o país “se comportar”.

“São apenas 300 milhões de dólares. E só se eles estiverem fazendo as coisas direito. Lembrem-se disso. Além disso, quando se fala em bilhões de dólares, eles tiveram muito mais de um trilhão de dólares em prejuízos. Serão necessários de 15 a 20 anos para reconstruir o que eles têm agora. Portanto, eles têm que se comportar. Se não estiverem se comportando, serão atingidos novamente”, afirmou o presidente.

Do ponto de vista da política monetária e do câmbio, Trump mencionou que os Estados Unidos detêm valores pertencentes ao Irã que precisarão ser devolvidos. Segundo ele, a não devolução desses ativos poderia gerar um risco sistêmico, fazendo com que outros países deixassem de investir no dólar americano, a principal moeda de reserva global.

De acordo com informações da CNN Internacional, o acordo para o fim da guerra no Oriente Médio possui 14 pontos principais. Entre as garantias, Teerã se compromete a nunca desenvolver armas nucleares. Em contrapartida, os EUA preveem a derrubada de sanções econômicas e a liberação de ativos congelados.

Outro ponto crucial para a economia global é a reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte de petróleo, que havia sido bloqueada pelo Irã. O acordo prevê que o tráfego de navios retorne aos níveis pré-guerra em até 30 dias.

O texto também autoriza o Irã a comercializar petróleo e produtos petroquímicos, com isenções emitidas pelo Departamento do Tesouro dos EUA para serviços bancários, de seguros e transporte. O acordo foi assinado virtualmente no fim de semana e terá uma cerimônia presencial nesta sexta-feira (19), em Genebra, na Suíça.

Com informações do G1

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