Bolívia lança BolivIA: o que muda na gestão pública do país vizinho

O Ministério de Planejamento do Desenvolvimento e Meio Ambiente da Bolívia, por meio do ministro Fernando Romero Pinto, apresentou no começo de agosto a plataforma BolivIA. Trata-se de um modelo de inteligência artificial criado pelo Estado boliviano que, nesta fase inicial, visa simplificar o acesso, a consulta e a análise da legislação nacional para ampliar a transparência e a eficiência da gestão pública.

Durante a coletiva de imprensa, o ministro Fernando Romero Pinto ressaltou que a iniciativa é um marco na transformação digital do governo e inicia uma estratégia de criação de competências próprias em IA para atender demandas específicas da população e do Estado.

Bolívia dá passo em direção à soberania tecnológica com o lançamento da 'BolivIA'
Foto: Reprodução/Facebook-@Ministerio de Planificación del Desarrollo – Bolivia

“Hoje damos um passo histórico na transformação digital do Estado boliviano”, declarou a autoridade, explicando que o sistema utiliza padrões abertos para integrar a IA na administração.

O objetivo central da BolivIA é a estruturação e sistematização da normativa nacional, permitindo que servidores públicos consultem leis, resoluções e decretos de forma mais ágil. O sistema se destaca por oferecer respostas baseadas em citações exatas da lei, eliminando incertezas. “Com este sistema, reduzimos o tempo de investigação legal de horas a segundos, e algo fundamental: sem alucinações, sem invenções, apenas as normas vigentes”, afirmou o ministro.

Foto: Reprodução/Facebook-@Ministerio de Planificación del Desarrollo – Bolivia

A plataforma fundamenta-se em três eixos: a soberania tecnológica, com processamento em centros de dados estatais para reduzir a dependência externa; uma arquitetura avançada de recuperação semântica para maior precisão; e a modernização da análise jurídica através da padronização de critérios técnicos. Para o ministro, a ferramenta é um compromisso com a eficiência e a modernização do Estado.

Em âmbito internacional, Fernando Romero Pinto defendeu que a Bolívia deve tratar a inteligência artificial como ferramenta estratégica de desenvolvimento nacional, e não apenas como tecnologia futura. O plano é que o país deixe de ser apenas um consumidor de softwares estrangeiros para formar talentos e gerar inovações próprias, envolvendo universidades e a sociedade civil.

Foto: Reprodução/Facebook-@Ministerio de Planificación del Desarrollo – Bolivia

A implementação da BolivIA ocorre em um momento de transformações globais na relação entre cidadão e Estado. O governo boliviano projeta que a tecnologia seja um motor de justiça, tornando a administração pública mais segura e justa. “A tecnologia, quando chega ao serviço da gente, se converte em um motor de justiça e desenvolvimento”, concluiu o ministro.

Com informações do Portal Amazônia.

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