O relatório “Violência contra os Povos Indígenas no Brasil – dados de 2025”, publicado pelo Cimi, revela um cenário crítico de insegurança jurídica e física para os povos originários. O documento destaca que a vigência da Lei do Marco Temporal e a morosidade do Judiciário intensificaram ataques a territórios, resultando em aumento de assassinatos, suicídios e mortalidade infantil.
Na região Norte, o impacto é severo. O Amazonas registrou os maiores índices de suicídios (77 casos) e óbitos de crianças indígenas (306 casos), evidenciando a “falta generalizada, em aldeias do país inteiro, de infraestrutura escolar e de saúde”.

Em Rondônia, a situação da TI Karipuna exemplifica a fragilidade da fiscalização estatal. O relatório aponta que muitos grileiros se restabeleceram na área apenas meses após o término oficial de operações de desintrusão, provando a “falta de estruturas permanentes de fiscalização e proteção das terras indígenas”.

O documento também alerta para a devastação causada pelo garimpo ilegal, citando a TI Sararé como símbolo da incapacidade do Estado em manter invasores fora de áreas protegidas. A exploração ilegal transforma florestas em “desertos de lama revolvida” e amplia a exposição de comunidades a doenças e drogas.

Além da violência física, o relatório denuncia a “Violência por Omissão do Poder Público”, com destaque para a desassistência em saúde e educação. No Pará, houve forte mobilização contra o desmonte do sistema de educação escolar indígena, refletindo a precariedade de merenda e material didático em diversas regiões da Amazônia.

Com informações do Portal Amazônia.