Justiça dos EUA mantém condenação de Elon Musk por enganar investidores do X

Um juiz federal dos Estados Unidos negou, nesta segunda-feira (6), o pedido de Elon Musk para anular a decisão de um júri que considerou o bilionário culpado de enganar investidores durante a compra do Twitter, agora chamado de X, em 2022.

A decisão foi proferida pelo juiz distrital Charles Breyer, de San Francisco, que manteve as conclusões principais do julgamento ocorrido em março deste ano. O magistrado, no entanto, abriu uma pequena exceção ao entender que Musk não pode ser responsabilizado por uma das declarações específicas questionadas no processo.

Além de manter o veredito, o juiz negou o pedido do empresário para retirar o caráter coletivo da ação movida pelos investidores. Breyer também autorizou que a eventual indenização a ser paga por Musk seja acrescida de juros referentes ao período anterior à sentença.

O processo foi iniciado por investidores que venderam suas ações do Twitter durante as negociações de aquisição da empresa, fechadas em 2022 por US$ 44 bilhões. O grupo alega que Musk utilizou mensagens e declarações públicas para manipular o preço dos papéis enquanto tentava renegociar os termos do negócio ou desistir completamente da compra.

O ponto central da disputa foi um post publicado por Musk em 13 de maio de 2022. Na ocasião, ele afirmou que a compra do Twitter estava “temporariamente suspensa” enquanto aguardava dados sobre a quantidade de contas falsas e de spam na rede social. Após a publicação, as ações da empresa despencaram, causando prejuízos a quem vendeu seus ativos no período de incerteza.

Em março, um júri composto por nove pessoas concluiu que Musk induziu investidores ao erro por meio de dois tuítes específicos. Por outro lado, os jurados decidiram que uma fala do empresário em um podcast era apenas uma opinião e não uma informação enganosa, e descartaram a tese de que houve um plano deliberado para fraudar o mercado.

De acordo com a defesa dos investidores, a condenação pode resultar em um pagamento de cerca de US$ 2,1 bilhões em indenizações relacionadas às ações, além de aproximadamente US$ 500 milhões referentes a opções de compra. O valor final ainda será definido nas próximas etapas judiciais.

A acusação sustenta que Musk tentou reduzir o valor da transação após a queda das ações da Tesla, sua principal fonte de fortuna. Após tentar desistir do negócio e enfrentar um processo do próprio Twitter para ser obrigado a cumprir o acordo, Musk acabou aceitando a compra pelo valor original de US$ 44 bilhões.

Com informações do G1

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