A Stellantis, grupo global que controla marcas como Fiat e Jeep, deu início à produção em série do novo Jeep Avenger em sua unidade de Porto Real, situada no sul do estado do Rio de Janeiro. O modelo, um SUV compacto, marca um passo estratégico para a companhia ao ser o primeiro veículo fabricado na planta a contar com um sistema híbrido leve de 12 volts.
Além da introdução do novo modelo, a operação inaugura uma plataforma de produção voltada para veículos eletrificados no Brasil. O anúncio ocorreu durante as celebrações de 25 anos do Polo Automotivo de Porto Real, reforçando o compromisso da montadora com a transição energética e a redução da emissão de carbono em sua frota global.
O lançamento do Avenger é um dos pilares de um ciclo de investimentos de R$ 3 bilhões, destinado à modernização e ampliação da fábrica até 2030. Este montante faz parte de um plano financeiro ainda maior, de R$ 32 bilhões, que a Stellantis prevê aplicar em toda a região da América do Sul para manter a competitividade no mercado automotivo.
A aposta no modelo ocorre em um momento de forte expansão do segmento de SUVs compactos (B-SUVs). Segundo Herlander Zola, presidente da Stellantis para a América do Sul, “Num momento em que a categoria de B-SUVs dá um salto e cresce quase 80% no nosso país, nós assumimos novamente o protagonismo e iniciamos hoje um novo capítulo para a marca e para a Stellantis: o início de produção do Novo Jeep Avenger”.
Tecnicamente, o Jeep Avenger será equipado com motor 1.0 turbo flex e a tecnologia MHEV 12V (híbrido leve). Diferente dos híbridos convencionais, este sistema utiliza uma bateria pequena para auxiliar o motor a combustão em momentos de partida e retomada de velocidade. O objetivo é otimizar o consumo de combustível e diminuir a emissão de poluentes, embora o veículo não possua a capacidade de rodar exclusivamente no modo elétrico.
Para suportar a demanda de produção do novo modelo, a Stellantis implementará um segundo turno de trabalho na unidade de Porto Real. A medida terá impacto direto no mercado de trabalho local, com a previsão de criação de 800 empregos diretos na fábrica e outras 450 vagas em empresas fornecedoras.
A estratégia de expansão também inclui a instalação de oito novos fornecedores dentro do complexo industrial, totalizando 13 empresas no polo. Com a ampliação da rede local, a montadora visa reduzir a dependência de logística de peças de outras regiões, aumentando o índice de nacionalização dos componentes e fortalecendo a cadeia produtiva automotiva no Rio de Janeiro.
Com informações do G1