A Amazônia consolidou-se como uma nova fronteira global para a indústria de combustíveis fósseis. Entre 2022 e 2024, quase um quinto das reservas mundiais de petróleo e gás descobertas estão na região, totalizando cerca de 5,3 bilhões de barris de óleo equivalente (boe), segundo o Global Energy Monitor (GEM).
No Brasil, a Margem Equatorial é apontada como o “novo pré-sal”. A Petrobras estima que a área, que abrange bacias como a Foz do Amazonas e Pará-Maranhão, possa abrigar mais de 30 bilhões de barris de petróleo. Atualmente, a região possui 794 blocos de exploração, sendo que quase 70% ainda estão em fase de estudo [[IMG_1]].
Apesar do potencial econômico, o avanço gera alertas. Especialistas apontam que a exploração “é incompatível com as metas internacionais de redução de emissões e traz consequências ambientais e sociais significativas, tanto em escala global quanto local”, destacando riscos de desmatamento e contaminação de águas.
Historicamente, a exploração na Amazônia brasileira começou em 1955, em Nova Olinda do Norte, mas a viabilidade comercial só se concretizou em 1988, na província de Urucu. Hoje, o debate central é a distribuição de riqueza: o Instituto Internacional Arayara aponta que a região raramente colhe os frutos da exploração.
Um exemplo claro é a situação do Amazonas, onde os royalties previstos para 2025, na casa dos R$ 238 milhões, são considerados insignificantes diante do volume de recursos explorados. O desafio permanece em transformar a riqueza do subsolo em progresso real para as populações locais [[IMG_2]].
Com informações do Portal Amazônia.