Preparem a pipoca! A Disney traz para as telonas a versão live-action de “Moana” a partir desta quarta-feira, 08 de julho. O longa acompanha a corajosa Moana (Catherine Laga‘aia), herdeira de Motunui, em uma missão dada pelo oceano para quebrar uma maldição antiga, contando com a ajuda do semideus Maui (Dwayne Johnson).
O filme valoriza as culturas do Pacífico com figurinos detalhados e traz de volta as músicas que a gente já ama, expandindo o universo da história.
A direção é de Thomas Kail, vencedor do Emmy e Tony, com produção de Dwayne Johnson, Beau Flynn, Dany Garcia, Hiram Garcia e Lin-Manuel Miranda. A produção executiva conta com Scott Sheldon, Charles Newirth, Kail e Auliʻi Cravalho, a voz da Moana na animação.
Fiel ao original

Quem já teve acesso a parte do filme notou que a produção é extremamente fiel à animação. Algumas cenas foram reproduzidas quase quadro a quadro, apenas com o visual de “vida real”.
Um ponto positivo são as cenas com a avó de Moana, que foram levemente estendidas para trazer mais emoção. Além disso, há informações de que o pai de Moana menciona que a avó dela foi chefe da ilha, detalhe que aprofunda a história.
Trilha sonora e performances

As canções originais de Lin-Manuel Miranda continuam no filme, mas há uma novidade: a música “Along The Way”, que toca nos créditos e é cantada por Catherine Laga’aia, Auli’i Cravalho e Dwayne Johnson.
O número musical “De Nada” é um dos destaques, conseguindo ser lúdico mesmo no estilo realista. The Rock, que já fazia a voz de Maui na animação, pareceu super confortável em cena. Já a protagonista Catherine Laga’aia passou uma impressão de nervosismo em “Saber Quem Sou”, e a cena pecou por ter cores reduzidas e excesso de realismo.
Representatividade e cultura

O filme investiu pesado na representatividade, com cerca de 200 atores de origem das ilhas do Pacífico. Dwayne Johnson, que tem ascendência samoana, destacou a importância disso durante sua passagem pelo Rio de Janeiro.
“Na cultura samoana, nós temos o hábito de valorizar muito a família, de fazermos o que estiver ao nosso alcance por ela. E isso, me parece, é muito semelhante com hábitos da cultura brasileira”, afirmou o ator.
Ele também comentou sobre a representação na tela: “Para pessoas como eu, e agora as minhas filhas, por exemplo, é muito importante ter esse tipo de representação na tela. […] Diante de um produto muito querido, os fãs costumam ter medo de novas versões. Dizem que não é preciso transformar em live-action, e eu entendo isso. Mas acho que mostrar humanos em algumas situações é importante”.
Expectativas de bilheteria

A expectativa é que o filme arrecade US$ 130 milhões globalmente na estreia, sendo US$ 60 milhões nos EUA e Canadá. Na América Latina e Europa, a aposta é de um público focado em famílias e mulheres.
Com um orçamento de US$ 200 milhões (sem contar o marketing), o longa precisaria arrecadar entre US$ 500 milhões e US$ 600 milhões para cobrir os custos apenas com ingressos, já que boa parte da receita fica com os cinemas. O sucesso do filme será um termômetro para as próximas releituras de animações da Disney.
Com informações de O Fuxico.