O Fundo Monetário Internacional (FMI) atualizou, nesta quarta-feira (8), as suas perspectivas para a economia brasileira. O órgão revisou para cima as projeções de crescimento para os anos de 2026 e 2027, embora aponte para uma desaceleração da atividade econômica no próximo ano.
De acordo com a atualização do relatório Perspectiva Econômica Global, o FMI agora estima que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil terá uma expansão de 2,4% ainda este ano. Esse número representa uma melhora significativa em relação aos 1,9% que haviam sido calculados em abril.
Para o ano seguinte, o Fundo elevou a estimativa em 0,2 ponto percentual. No entanto, a taxa de crescimento esperada de 2,2% para o próximo período indica um ritmo mais lento se comparado ao que é projetado para 2026.
A tendência de reajuste nas projeções para 2026 já havia sido antecipada na semana passada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, que sinalizou a movimentação do órgão internacional.
O desempenho previsto para este ano supera ligeiramente o avanço de 2,3% do PIB registrado em 2025 — índice que, segundo dados do IBGE, foi o menor crescimento desde 2020. Vale destacar que, no primeiro trimestre deste ano, a economia brasileira apresentou um crescimento de 1,1% em relação ao trimestre anterior, marcando o resultado trimestral mais forte em um ano.
A visão do FMI mostra-se mais otimista do que a de outras instituições nacionais. A projeção atual do Fundo supera a do Ministério da Fazenda, que previu em maio uma expansão de 2,3%, e a do Banco Central, que estimou um crescimento de 2,0%.
Além disso, os números do FMI estão acima das expectativas do mercado financeiro. Segundo a pesquisa Focus, divulgada semanalmente pelo Banco Central, a previsão de crescimento é de 1,99% para 2026 e de 1,69% para 2027.
Olhando para o cenário regional, o FMI prevê que a América Latina e o Caribe terão uma expansão de 2,4% em 2026 (alta de 0,1 ponto percentual sobre a estimativa de abril) e de 2,7% em 2027, mantendo a projeção anterior.
Já para as economias de mercados emergentes e em desenvolvimento, grupo do qual o Brasil faz parte, a estimativa de crescimento foi de 3,8% para este ano (queda de 0,1 ponto), subindo para 4,5% no próximo ano, o que representa uma alta de 0,3 ponto em relação a abril.
Sobre as variações nas previsões, o FMI explicou que “as revisões são heterogêneas, refletindo diferenças na dependência de commodities, na exposição geográfica, nas remessas e receitas de turismo, na sensibilidade às condições financeiras e na posição ocupada na cadeia global de valor da tecnologia”.
Com informações do G1