Novos grupos genéticos de cacau na Amazônia: o que muda na produtividade

Uma pesquisa patrocinada pela Universidade Nacional Toribio Rodríguez de Mendoza do Amazonas identificou quatro novos grupos genéticos de cacau nativo no Peru. O estudo, publicado na revista científica ‘Plos One’, amplia a compreensão sobre a diversidade da espécie na região.

O trabalho foi conduzido pelo Instituto Ceja de Selva para a Investigação do Desenvolvimento Sustentável, que analisou o DNA de 390 cacaueiros em oito regiões, incluindo Amazonas, Cusco e Madre de Dios

Imagem colorida mostra agricultora colhendo cacau de área verde
Foto: Pedro Guerreiro/ Agência Pará

. As novas linhagens foram denominadas Awajún, Porcelana, Chuncho 1 e Chuncho 2.

A descoberta é estratégica para a agricultura regional, pois cria “novas oportunidades para o desenvolvimento de variedades com maior qualidade, produtividade e resistência a doenças”. Isso impacta diretamente a capacidade de melhoramento genético de plantios em toda a bacia amazônica.

O estudo revelou ainda que a variedade CCN-51, amplamente usada no comércio global, possui 45% de ancestralidade do grupo Awajún. O dado consolida o Peru como um dos principais reservatórios genéticos de cacau do mundo.

Com esses resultados, espera-se o fortalecimento de bancos de germoplasma e o incentivo à produção de novas variedades, beneficiando a cadeia produtiva do cacau na Amazônia Internacional.

Com informações do Portal Amazônia.

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