A escassez de água potável e a falta de saneamento básico têm gerado impactos financeiros diretos para famílias e microempreendedores na região amazônica. A contaminação de rios e mananciais obriga produtores a investirem em alternativas caras para garantir a segurança sanitária de seus produtos.
A engenheira ambiental Mariana Sena destaca que a situação é crítica para a bioeconomia local, citando a produção de açaí no Pará. “Um produtor de açaí, por exemplo, que é um dos maiores produtos da nossa terra, ele precisa garantir aquela água de segurança para a saúde das pessoas que ele vai vender”, pontua a especialista

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O problema também atinge o turismo, com visitantes evitando áreas urbanas poluídas em busca de balneários no interior. Em Belém, a situação é evidente em pontos turísticos como a Estação das Docas, onde o odor de esgoto sem tratamento é perceptível. “É triste andar pelo município de Belém, nas docas e sentir aquele odor”, frisa Sena

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Para tentar reverter o cenário, a concessionária Águas do Pará mantém o Programa Afluentes, um canal de comunicação direta com lideranças comunitárias para reportar vazamentos e falta de abastecimento. O objetivo é engajar a população no papel cívico de fiscalizar o saneamento

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A análise faz parte do quadro ‘Águas que transformam’, da CBN Amazônia, que busca ampliar o diálogo sobre a melhoria do fornecimento de água no estado. A entrevista completa detalha como a infraestrutura de saneamento é a chave para a promoção do turismo e a redução de custos para o pequeno produtor

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Com informações do Portal Amazônia.