No departamento de San Martín, no Peru, a Floresta de Nuwa se destaca como um modelo de conservação ambiental administrado exclusivamente por mulheres. Cerca de 60 integrantes do povo Awajún cuidam de nove hectares de biodiversidade, combatendo a predação e preservando conhecimentos ancestrais através do turismo comunitário

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A experiência para o visitante começa com um ritual simbólico de pintura facial com achiote e a visita à árvore Tsáik, uma gigante de 48 metros de altura. Segundo a guia Diana, a árvore é um centro espiritual onde, no passado, “os líderes Awajún pediam conselhos à árvore, podían assim aplicar a sabedoria necessária para superar agressões e defender o ambiente em que viviam”

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A reserva é um santuário para a fauna e flora, atraindo ornitólogos interessados em espécies como o turpial-de-costas-laranja e a saíra-turquesa

. Além disso, as mulheres cultivam mais de 100 espécies medicinais, produzindo infusões sustentáveis que chegam aos mercados de produtos naturistas da capital peruana

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A missão de proteção, mantida desde 2015, envolve a resistência contra o biopirataria e a poluição do rio Tumbaro. O projeto, que sobreviveu aos impactos da pandemia, oferece aos turistas a chance de aprender a arte da cerâmica e o uso de corantes naturais, como o yamakai

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Recomendada pela Promperú como um dos melhores destinos da região, a Floresta de Nuwa fica a 1h30 de Moyobamba. O passeio, que requer reserva antecipada, combina imersão na natureza com a gastronomia típica e a cultura das mulheres Awajún
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Com informações do Portal Amazônia.