A Romaria das Águas consolidou-se como uma das maiores manifestações religiosas da Amazônia, sendo considerada a maior romaria fluvial da América Latina em extensão. O percurso de aproximadamente 370 quilômetros une Manaus a Parintins, levando a imagem de Nossa Senhora do Carmo em um cortejo que mobiliza milhares de fiéis e comunidades ribeirinhas ao longo do Rio Amazonas.
Idealizada em 2009 pelo artista plástico Juarez Lima para cumprir uma promessa de saúde de um amigo, a iniciativa transformou-se em um símbolo da identidade regional.

O evento funde a devoção religiosa com a arte, utilizando alegorias monumentais construídas por artistas dos bois Caprichoso e Garantido, que suspendem a rivalidade do Festival de Parintins para colaborar no projeto.
Para os participantes, a experiência transcende o trabalho artístico. O artista plástico Osleilson “Zulú” Silva resume o sentimento: “É um sentimento que a gente não consegue nem explicar. É uma forma de agradecimento que a gente faz. E o sentimento é totalmente diferente. Trabalhar no Festival de Parintins, no Carnaval, é como se fosse qualquer outro trabalho. Mas na Romaria é algo diferente”.

Com a morte de Juarez Lima em novembro de 2024, a Romaria ganhou um novo significado, passando a homenagear seu criador a partir de 2025. A coordenação, agora conduzida por familiares e amigos, mantém a missão de preservar a tradição que já chega ao seu 17º ano, reafirmando a força da fé e da cultura popular no coração do Amazonas.
Com informações do Portal Amazônia.