Monitoramento no TI Uru-Eu-Wau-Wau: como tecnologia ajuda a proteger a floresta

Pela primeira vez, foi realizado o monitoramento da biodiversidade no território indígena Uru-Eu-Wau-Wau, em Rondônia. A iniciativa, apoiada pelo WWF-Brasil e SOS Amazônia, capacitou lideranças indígenas para coletar dados precisos sobre a vida selvagem e impactos ambientais, utilizando armadilhas fotográficas para fortalecer a gestão territorial

povos originários de Rondônia fortalecem o monitoramento da biodiversidade
Armadilha fotográfica instalada em local estratégico para atividades de monitoramento da biodiversidade no Território Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. Foto: Ubiratan Suruí / Lakapoy / WWF-Brasil

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Ao todo, 63 armadilhas fotográficas foram instaladas em uma área de 1,8 milhão de hectares. Para a liderança Bitaté Uru-Eu-Wau-Wau, a tecnologia potencializa a vigilância: “Ajuda a fortalecer tanto o conhecimento tradicional indígena quanto o conhecimento tecnológico. E isso vem nos ajudando muito, porque a gente une a cultura tradicional do nosso povo lado a lado com os equipamentos, com drones, com mapas, com essas armadilhas fotográficas”.

Além da conservação da fauna, como a onça-pintada, a ação gera provas técnicas contra atividades ilegais. Os relatórios são encaminhados a órgãos como a Polícia Federal, FUNAI e Ministério Público Federal (MPF), transformando a documentação de espécies ameaçadas em um argumento jurídico contra invasões

Foto: Marizilda Cruppe / WWF

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A urgência do projeto também responde à crise climática. Neidinha Suruí destaca que a tecnologia funciona como uma extensão dos sentidos: “O uso da tecnologia contribui para que se possa ver e ouvir longe os ruídos provocados pelos invasores, dando tempo para que se possa prevenir e evitar o dano físico e territorial”.

O monitoramento também alerta para mudanças drásticas no clima, como a seca severa causada pelo El Niño, que afeta a pesca e o acesso à água potável nas aldeias. Ao dominar essas ferramentas, os povos originários de Rondônia protegem a fauna regional e produzem evidências da importância de seus territórios para a estabilidade climática global

Membros da Associação Jupaú atravessam o rio Jamari no Território Indígena Uru-Eu-Wau-Wau. Foto: Ubiratan Suruí / Lakapoy / WWF-Brasil

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Com informações do Portal Amazônia.

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