Clarice Lispector em Belém: o que a escritora fez na capital paraense

A passagem de Clarice Lispector por Belém, em 1944, ocorreu em um contexto estratégico da Segunda Guerra Mundial. Aos 23 anos, a autora acompanhou o marido, o diplomata Maury Gurgel, que atuava na ligação entre o Itamaraty e autoridades americanas, aproveitando a importância da Base Aérea de Val-de-Cans para os Aliados

Clarice Lispector e Maury Gurgel. Foto: Reprodução/Site Clarice Lispector

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Durante seus seis meses na capital paraense, Clarice mergulhou na cultura local. Ela frequentou o Theatro da Paz, visitou a Biblioteca Pública do Pará e desenvolveu uma amizade próxima com o professor e crítico literário Francisco Paulo Mendes, por quem nutria “enorme admiração pela cultura dele”.

O período foi crucial para sua carreira literária. Foi em Belém que a autora acompanhou a recepção de seu romance de estreia, ‘Perto de um Coração Selvagem’, e, hospedada no antigo Hotel Central, escreveu parte de ‘O Lustre’, sua segunda obra publicada

Antigo Hotel Central onde Clarice Lispector ficou hospedada. Foto: Reprodução/Facebook-@nostalgiabelém

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Apesar da relevância, o historiador Aldrin Moura de Figueiredo avalia que a cidade não influenciou diretamente a ficção da autora, mas impactou suas lembranças pessoais. “Ela gostou muito da passagem por Belém. Apesar de ser muito jovem, foi muito acolhida pela cidade”, afirma o historiador.

Registros dessa época, como fotografias na Praça da República e cartas preservadas na Fundação Casa de Rui Barbosa, mantêm viva essa conexão. A história reforça como Belém foi ponto de passagem de grandes nomes da cultura brasileira, muitas vezes esquecidos pela memória coletiva

Clarice Lispector em Belém
Clarice Lispector em frente a biblioteca pública de Belém. Foto: Reprodução/Facebook-@Aldrinmouradefigueiredo

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Com informações do Portal Amazônia.

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