Governo prepara plano de crédito para empresas atingidas por tarifas dos EUA

O governo federal está finalizando um pacote de medidas para mitigar os danos econômicos causados por dois fatores externos: a imposição de novas tarifas de importação pelos Estados Unidos e a alta nos preços de insumos para fertilizantes, impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio.

\n\p>De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as ações buscam neutralizar impactos no mercado interno decorrentes de decisões externas. Uma das frentes prioritárias é a abertura de linhas de crédito específicas para as empresas misturadoras, responsáveis por combinar matérias-primas como nitrogênio, fósforo e potássio para produzir os fertilizantes utilizados nas lavouras brasileiras.

\n\p>No setor industrial, o governo planeja complementar o Plano Brasil Soberano — programa criado no ano passado para fortalecer a produção nacional e proteger a diplomacia comercial diante de crises externas. A estratégia prevê a oferta de crédito para custeio e investimentos para empresas que, mesmo com as medidas já adotadas, continuam enfrentando dificuldades financeiras.

\n\p>Um ponto central do pacote de apoio é a exigência de contrapartidas. Para acessar os recursos, as empresas deverão garantir a manutenção dos postos de trabalho. O governo federal enfatizou que a ajuda será pontual e feita em etapas, assegurando que a medida não resultará em uma ampliação descontrolada dos gastos públicos.

\n\p>O cenário é urgente, pois o \”tarifaço\” de 25% sobre mais de 2 mil produtos exportados pelo Brasil aos EUA começa a valer nesta quarta-feira (22). Os setores de móveis, calçados, máquinas e equipamentos são os mais afetados. Além disso, há a expectativa de que seja anunciada uma nova tarifa adicional de 12,5%, que impactaria o Brasil e outros 59 países.

\n\p>Para alinhar as ações, o vice-presidente Geraldo Alckmin e os ministros da Fazenda e da Indústria e Comércio reúnem-se nesta terça-feira (21) com representantes dos setores atingidos. O objetivo é ouvir as demandas dos empresários e auxiliar na busca por novos mercados internacionais para garantir a sobrevivência das companhias.

\n\p>Técnicos do governo confirmaram que a estratégia não incluirá a criação de cotas de exportação nem a concessão de desonerações fiscais. Ou seja, não haverá redução de impostos ou limitação de quantidades exportadas, focando-se exclusivamente em instrumentos de crédito para sustentar a atividade produtiva.

Com informações do G1

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