Em uma iniciativa para acelerar a Inteligência Artificial, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (19) a nomeação de um “czar da IA” para o seu governo. De acordo com Trump, esse profissional irá liderar uma força-tarefa focada em incentivar a utilização da tecnologia.
O presidente norte-americano informou que a criação desse grupo de trabalho ocorrerá em um “futuro próximo”.
Por meio de sua rede social, Truth Social, Trump divulgou o plano e indicou que haverá candidaturas para a vaga, ressaltando que a seleção será limitada a “indivíduos com QI elevado”.
“(…) Anunciarei em breve o “Czar” da IA; apenas indivíduos com QI elevado devem se candidatar!”, escreveu o presidente. “Não vamos, de forma alguma, impedir ou sufocar o crescimento desta indústria incrível”.
Trump justificou a criação da força-tarefa após notar o que chamou de “ataques” contra a IA e os centros de processamento de dados. Na última semana, CEOs de grandes empresas de tecnologia alertaram sobre os riscos de um avanço descontrolado da IA e sugeriram a implementação de controles.
Em resposta, Trump afirmou que não pretende frear o desenvolvimento tecnológico no país, motivado pelo receio de perder a disputa global para a China. No entanto, ele assegurou que a nova força-tarefa também terá a função de monitorar a regulamentação do setor.
“Pelo contrário, vamos valorizá-la, apoiá-la e acompanhá-la à medida que cresce! No entanto, também estaremos atentos a condutas ilícitas — e podemos fazer isso com muita facilidade, utilizando nosso sistema de justiça criminal e civil já existente”.
Ainda em suas redes sociais, o presidente manifestou descontentamento com o termo “Inteligência Artificial”, sugerindo a alteração do nome da tecnologia, que foi definido por cientistas nos anos 1950. Para isso, Trump abriu uma enquete para que seus seguidores sugiram novas opções.
A Inteligência Artificial é um conjunto de soluções computacionais que existe há cerca de 80 anos, permitindo que máquinas realizem tarefas complexas, como análise de dados, previsões, traduções e criações.
Essa movimentação faz parte de uma estratégia de Trump para defender a expansão da IA, ignorando pedidos de desaceleração da própria indústria. No início da semana, ele classificou os alertas contra a tecnologia como uma “conspiração doentia” e rejeitou a criação de leis nacionais para regulamentação, mantendo as normas apenas no nível estadual.
Na próxima semana, a IA será o tema central do encontro entre Donald Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, durante a Assembleia-Geral da ONU. Washington e Pequim veem a tecnologia como vital para a economia e a defesa, mas divergem sobre a regulamentação e o acesso a chips avançados.
Com informações do G1