O ator espanhol Manolo Solo morreu aos 62 anos, em Madri, após passar meses em tratamento contra um câncer. A confirmação partiu da Academia de Cinema da Espanha, que comunicou oficialmente a morte do artista nesta quinta-feira 30 de julho. Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Manolo Solo construiu uma trajetória estrelada no cinema, na televisão e no teatro.
O ator participou de filmes que então alcançaram reconhecimento internacional, entre eles “O Labirinto do Fauno”, dirigido por Guillermo del Toro, “La isla mínima” e “El buen patrón”. Além disso, integrou o elenco da série “Anatomia de um instante”. Enquanto enfrentava o tratamento contra a doença, o ator mantinha a rotina profissional.
Ele participava das gravações da série “Las Vecinas” e, ao mesmo tempo, preparava a estreia de “Aquí”, longa-metragem dirigido pelo cineasta português Tiago Guedes. A produção tem lançamento previsto para dezembro. Além desses trabalhos, Manolo Solo protagonizou “Fechar os Olhos” (2023), dirigido por Víctor Erice, e “A Quinta” (2025), de Avelina Prat.
Conquistas de Manolo Solo
O reconhecimento também chegou por meio de premiações. Em 2017, Manolo Solo recebeu o Prêmio Goya de Melhor Ator Coadjuvante por sua atuação no filme “Tarde para la ira” (2016), um dos momentos mais importantes de sua carreira.
A imprensa internacional define Manolo Solo como “rosto fundamental do cinema espanhol”, reconhecimento que refletiu sua relevância dentro da produção audiovisual do país. Além do cinema, o ator também construiu uma carreira consistente nos palcos. Nesse período, participou de montagens de “Mrs. Dalloway”, “Romeu e Julieta” e “Bodas de Sangue”, entre outras produções teatrais.
Fonte: O Fuxico