Porto Velho sedia um Vice-Consulado Honorário da Itália há cerca de oito anos, servindo como ponto estratégico para descendentes de italianos em Rondônia. A representação evita que os cidadãos precisem viajar para outros estados para acessar serviços consulares básicos.
A presença italiana no estado é fruto de fluxos migratórios internos. Segundo Claudio Guastella, vice-cônsul da Itália em Porto Velho, muitos descendentes que já estavam no Sul do país migraram para a região “atraídos pelos projetos de reforma agrária e colonização agrícola, ajudando a desbravar e desenvolver o estado”.

Além do suporte documental, a unidade busca atrair investimentos para a Amazônia Ocidental. “O estreitamento de laços institucionais visa identificar oportunidades de negócios, especialmente nos setores do agronegócio, sustentabilidade e tecnologia de preservação ambiental”, explica Guastella.

Na prática, o Vice-Consulado oferece serviços essenciais como assistência a cidadãos e descendentes, prova de vida para aposentados da Itália, orientações sobre a emissão de passaportes e a mediação entre a comunidade e as autoridades locais.
A representação também atua na preservação cultural, apoiando instituições como a Associação Casa Família Roseta e a Associação São Thiago Maior. O objetivo é manter vivas as tradições, a gastronomia e a língua dos colonos que se estabeleceram no estado.

A expectativa é de ampliação do atendimento e maior desburocratização. De acordo com o vice-cônsul, a recente visita do Embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, “reforça o compromisso de expandir a presença diplomática italiana na região norte e planejar novas parcerias de longo prazo”.
Com informações do Portal Amazônia.