Após três décadas sendo considerado um rio morto, o Rio Santa Bárbara, localizado na zona rural de São Luís, começa a apresentar sinais de recuperação. O projeto Reviva Rio, que une ciência, mobilização social e educação ambiental, promove a restauração das nascentes degradadas da capital maranhense com o apoio de pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA) da UFMA

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A equipe da universidade utiliza tecnologia de GPS RTK para o mapeamento topográfico e a identificação da rede de drenagem da bacia hidrográfica. Segundo o vice-reitor da UFMA, Leonardo Soares, a iniciativa envolve análise de qualidade da água e plantio de mudas, integrando-se inclusive a uma agenda internacional com a Universidade de Alicante, na Espanha, como um estudo de caso piloto de restauração.
As ações práticas incluem a retirada de lixos e sedimentos orgânicos. Em mais de 30 intervenções desde março, já foi observado um aumento no fluxo das nascentes. O líder do projeto, Márcio Cruz, enfatiza que o dado científico é fundamental: “Não dá para fazer um trabalho de revitalizar um rio sem a comunidade científica. Com o dado científico, ajuda muito”

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Para os moradores antigos, a recuperação representa a volta de memórias afetivas. Francisco das Chagas, de 64 anos, lembra a época em que o rio era saudável e expressa seu desejo: “Meu sonho é ver ele perfeito para todo mundo tomar banho”. A iniciativa agora foca na escavação de locais soterrados para devolver o fluxo adequado às águas

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Além do impacto ambiental, o projeto serve como campo de formação para estudantes de Geografia da UFMA, aproximando a academia da realidade do território. A expectativa é que a revitalização do Rio Santa Bárbara promova melhorias na qualidade de vida e abra espaço para uma economia sustentável na região
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Com informações do Portal Amazônia.