Internacional oferece trator como garantia em dívida judicial com empresário

O Sport Club Internacional, do Rio Grande do Sul, apresentou à Justiça um trator agrícola da marca John Deere, avaliado em R$ 80.488,00, como garantia processual em uma disputa judicial. O objetivo do clube era assegurar o pagamento de uma dívida no valor de R$ 30.621,56, movida pelo empresário Tiago Silva dos Santos.

A estratégia de oferecer o equipamento foi adotada para evitar medidas mais severas de cobrança, como a penhora de bens ou o bloqueio de contas bancárias do clube. O processo tramita na 17ª Vara Cível de Porto Alegre, onde o magistrado Walter José Girotto havia concedido um prazo de três dias para a quitação do débito em maio de 2026.

Em sua defesa, o Internacional apresentou embargos à execução, alegando que o pagamento da parcela em aberto estava condicionado à emissão de uma nota fiscal por parte da empresa do empresário, documento que, segundo o clube, não teria sido entregue. No entanto, o pedido de efeito suspensivo para paralisar o processo foi negado pelo juiz em 21 de julho.

O credor, Tiago Silva dos Santos, recusou a oferta do trator. A recusa baseia-se no artigo 835 do Código de Processo Civil, que estabelece a prioridade do dinheiro sobre outros tipos de bens na ordem de penhora. Além disso, o empresário afirmou ter enviado a nota fiscal exigida e solicitou que o clube seja punido por litigância de má-fé.

A origem do conflito financeiro remonta a abril de 2019, quando foi firmado um acordo de comissão no valor total de R$ 125.000,00, dividido em dez parcelas. O pagamento estava atrelado a metas esportivas do jogador Zé Gabriel. Após aquitação de apenas quatro parcelas, as partes renegociaram a dívida em junho de 2025, sob a assinatura do presidente Alessandro Barcellos.

Nessa renegociação, o saldo remanescente foi fixado em R$ 85.000,00, divididos em três parcelas de aproximadamente R$ 28.300,00. O impasse atual refere-se à última parcela, vencida em novembro de 2025. O valor final de R$ 30.621,56 reflete a aplicação de correção monetária pelo IGP-M e juros de 12% ao ano.

Até o momento, o Internacional não se pronunciou oficialmente sobre o andamento do caso, que segue sob análise da Justiça do Rio Grande do Sul.

Com informações do G1

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