Mortes de crianças indígenas no Amazonas: o que muda com novos dados do Cimi

O Amazonas registrou 306 mortes de bebês e crianças indígenas de até quatro anos em 2025, consolidando-se como o estado com o maior índice do Brasil. De acordo com o relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), divulgado em 13 de agosto, o estado concentra quase um terço das 1.024 mortes infantis indígenas ocorridas em todo o território nacional no último ano.

O levantamento revela que 57% dos óbitos no país foram causados por fatores evitáveis, como desnutrição, pneumonia e doenças infecciosas intestinais. No cenário regional, o Amazonas superou Roraima (158 mortes) e Mato Grosso (123 mortes) nos índices de mortalidade infantil

Relatório do cimi
Dom Leonardo Steiner, arcebispo de Manaus e presidente do Cimi, apresenta o relatório. — Foto: Matheus Santos/Rede Amazônica

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Além da mortalidade infantil, o estado também lidera os números de suicídios entre indígenas, com 77 casos registrados em 2025, à frente de Mato Grosso do Sul e Roraima. No quesito assassinatos, o Amazonas contabilizou 47 vítimas, ficando atrás apenas de Roraima, que registrou 82 casos. O relatório detalha ainda outras formas de violência, como racismo, abusos de poder e violência sexual.

A crise territorial também é evidenciada, com o aumento de conflitos por terras e invasões possessórias. O Cimi aponta que dois terços dos territórios afetados possuem pendências de regularização ou aguardam a demarcação por parte do Estado

Criança indígena Asurini assiste ao filme durante exibição realizada pelo Curta Xingu em abril de 2023 — Foto: Divulgação

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Em resposta, o Governo Federal afirmou que a proteção dos povos indígenas depende da garantia de seus territórios e destacou a retomada da política de demarcação desde 2023. A nota oficial ressalta que a redução da violência exige a responsabilização de criminosos e o combate rigoroso a invasões e atividades ilegais.

Com informações do Portal Amazônia.

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