Celebrado em 17 de agosto, o Dia do Patrimônio Histórico ressalta a urgência de conservar não apenas monumentos e prédios, mas também os elementos que compõem a evolução dos transportes no país. Itens como locomotivas, portos, embarcações e registros históricos são essenciais para entender como a mobilidade transformou as cidades e as dinâmicas socioeconômicas brasileiras.
Para viabilizar essa preservação, a Fundação Memória do Transporte (FuMTran) criou, em 2018, um museu virtual e um banco de dados com cerca de 20 mil itens catalogados. Segundo Antonio Luiz Leite, presidente da fundação, “Quando você sabe de onde vem, começa a descobrir para onde vai. Preservar essa memória é fundamental para compreender como os transportes ajudaram a estruturar cidades e regiões metropolitanas”.

A conservação desse acervo permite analisar a expansão de ferrovias, rodovias e da aviação, registrando técnicas de engenharia e modos de vida de diferentes épocas. No entanto, a FuMTran alerta que a falta de recursos e a ausência de políticas públicas de conservação ameaçam a existência de documentos e veículos históricos antes que sua relevância seja plenamente reconhecida.
No contexto regional, a FuMTran apresentou recentemente o livro ‘A História do Transporte da Amazônia’, de Etelvina Garcia. A obra detalha a evolução logística do Norte, evidenciando como o modal fluvial foi central na organização do território e na conexão de comunidades isoladas, enfrentando as complexidades geográficas da região.
Instituída em 1996 pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), a FuMTran trabalha para tornar acessíveis os registros dos modais rodoviário, ferroviário, aquaviário e aeroviário. O objetivo é oferecer à sociedade instrumentos para compreender as transformações do Brasil através da conexão entre o passado e o planejamento dos sistemas de transporte do futuro.
Com informações do Portal Amazônia.